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21 de mai. de 2010

Carta do Zé agricultor para o Luis da cidade

 

Prezado Luis, quanto tempo!
Eu sou o Zé, teu colega de ginásio noturno, que chegava atrasado, porque o transporte escolar do sítio sempre atrasava, lembra, né? O Zé do sapato sujo? Tinha professor e colega que nunca entenderam que eu tinha de andar a pé mais de meia légua para pegar o caminhão, por isso o sapato sujava.

Se não lembrou ainda, eu te ajudo. Lembra do Zé Cochilo?... hehehe, era eu. Quando eu descia do caminhão de volta pra casa, já era onze e meia da noite e com a caminhada até em casa, quando eu ia dormi já era mais de meianoite. De madrugada o pai precisava de ajuda pra tirar leite das vacas. Por isso eu só vivia com sono. Do Zé Cochilo você lembra, né, Luis?

Pois é. Estou pensando em mudar para viver aí na cidade que nem vocês. Não que seja ruim o sítio, aqui é bom. Muito mato, passarinho, ar puro... Só que acho que estou estragando muito a tua vida e a de teus amigos aí da cidade. Tô vendo todo mundo falar que nós da agricultura familiar estamos destruindo o meio ambiente. Veja só. O sítio do pai, que agora é meu (não te contei, ele morreu e tive que parar de estudar) fica só a uma hora de distância da cidade. Todos os matutos daqui já têm luz em casa, mas eu continuo sem ter, porque não se pode fincar os postes por dentro de uma tal de APPA que criaram aqui na vizinhança.

Minha água é de um poço que meu avô cavou há muitos anos, uma maravilha, mas um homem do governo veio aqui e falou que tenho que fazer uma outorga da água e pagar uma taxa de uso, porque a água vai se acabar. Se ele falou deve ser verdade, né Luis?

Pra ajudar com as vacas de leite (o pai se foi, né ...) contratei Juca, filho de um vizinho muito pobre aqui do lado. Carteira assinada, salário mínimo, tudo direitinho como o contador mandou. Ele morava aqui com nós num quarto dos fundos de casa. Comia com a gente, que nem da família. Mas vieram umas pessoas aqui, do Sindicato e da Delegacia do Trabalho. Falaram que se o Juca fosse tirar leite das vacas às 5 horas, tinha que receber hora extra noturna, e que não podia trabalhar nem sábado nem domingo, só que as vacas daqui não sabem os dias da semana e não param de fazer leite. Os bichos aí da cidade sabem se guiar pelo calendário?

Essas pessoas ainda foram ver o quarto de Juca, e disseram que o beliche tava 2 cm menor do que devia. Nossa! Eu não sei como encumpridar uma cama, só comprando outra, né Luis? O candeeiro eles disseram que não podia acender no quarto, que tem que ser luz elétrica, que eu tenho que ter um gerador pra ter luz boa no quarto do Juca.

Disseram ainda que a comida que a gente fazia e comia juntos tinha que fazer parte do salário dele. Bom, tive que pedir ao Juca pra voltar pra casa, desempregado, mas muito bem protegido pelos sindicatos, pelos fiscais e pelas leis. Mas eu acho que não deu muito certo. Semana passada me disseram que ele foi preso na cidade porque botou um chocolate no bolso no supermercado. Levaram ele pra delegacia, bateram nele e não apareceu nem sindicato nem fiscal do trabalho para acudir.

Depois que o Juca saiu, eu e a Marina (lembra dela, né? casei) tiramos o leite às 5 e meia, aí eu levo o leite de carroça até a beira da estrada onde o carro da cooperativa pega todo dia, isso se não chover. Se chover, perco o leite e dou aos porcos, ou melhor, eu dava. Hoje eu jogo fora.

Os porcos eu não tenho mais, pois veio outro homem e disse que a distância do chiqueiro para o riacho não podia ser só 20 metros. Disse que eu tinha que derrubar tudo e só fazer chiqueiro depois dos 30 metros de distância do rio, e ainda tinha que fazer umas coisas pra proteger o rio, um tal de digestor. Achei que ele tava certo e disse que ia fazer, mas só que eu sozinho ia demorar uns trinta dias pra fazer, mesmo assim ele ainda me multou, e pra poder pagar eu tive que vender os porcos, as madeiras e as telhas do chiqueiro, fiquei só com as vacas.

O promotor disse que desta vez, por esse crime, ele não ai mandar me prender, mas me obrigou a dar 6 cestas básicas pro orfanato da cidade.

Ô, Luis, aí quando vocês sujam o rio também pagam multa grande, né? Agora pela água do meu poço eu até posso pagar, mas tô preocupado com a água do rio. Aqui agora o rio todo deve ser como o rio da Capital, todo protegido, com mata ciliar dos dois lados. As vacas agora não podem chegar no rio pra não sujar, nem fazer erosão. Tudo vai ficar limpinho como os rios da cidade. A pocilga já acabou, as vacas não podem chegar perto. Só que alguma coisa tá errada, quando vou na Capital nem vejo mata ciliar, nem rio limpo. Só vejo água fedida e lixo boiando pra todo lado.

Mas não é o povo da cidade que suja o rio, né Luis? Quem será? Aqui no mato agora quem sujar tem multa grande, e dá até prisão. Cortar árvore então, Nossa Senhora!. Tinha uma árvore grande ao lado de casa que murchou e tava morrendo, então resolvi derrubar para aproveitar a madeira antes dela cair por cima da casa. Fui no escritório daqui pedir autorização, como não tinha ninguém, fui no Ibama da Capital, preenchi uns papéis e voltei para esperar o fiscal vim fazer um laudo, para ver se depois podia autorizar. Passaram 8 meses e ninguém apareceu pra fazer o tal laudo, aí eu vi que o pau ia cair em cima da casa e derrubei. Pronto! No outro dia chegou o fiscal e me multou. Já recebi uma intimação do Promotor porque virei criminoso reincidente. Primeiro foi os porcos, e agora foi o pau. Acho que desta vez vou ficar preso.

Tô preocupado, Luis, pois no rádio deu que a nova lei vai dá multa de 500 a 20 mil reais por hectare e por dia. Calculei que se eu for multado eu perco o sítio numa semana. Então é melhor vender, e ir morar onde todo mundo cuida da Ecologia. Vou para a cidade, aí tem luz, carro, comida, rio limpo. Olha, não quero fazer nada errado, só falei dessas coisas porque tenho certeza que a lei é pra todos.

Eu vou morar aí com vocês, Luis. Mais fique tranquilo, vou usar o dinheiro da venda do sítio primeiro pra comprar essa tal de geladeira. Aqui no sitio eu tenho que pegar tudo na roça. Primeiro a gente planta, cultiva, limpa e só depois colhe pra levar pra casa. Aí é bom, que e só abrir a geladeira que tem tudo. Nem dá trabalho, ninguém planta, nem cuida de galinha, nem porco, nem vaca, é só abri a geladeira que a comida tá lá, prontinha, fresquinha, sem precisá de nós, os criminosos aqui da roça.

Até mais, Luis.

Ah, desculpe, Luis, não pude mandar a carta com papel reciclado pois não existe por aqui, mas me aguarde até eu vender o sítio.

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Quem sugeriu a publicação foi o cooperado Antônio José Nogueira de Andrade, proprietário da Fazenda Paraíso, em Guaranésia, sul de Minas. Todos os fatos e situações de multas e exigências são baseados em dados verdadeiros. A sátira não visa atenuar responsabilidades, mas alertar o quanto o tratamento ambiental é desigual entre o meio rural e o meio urbano).

Publicado no site da cooperativa COOXUPÉ

14 de mai. de 2010

5 dicas para usar bem o Twitter e evitar problemas profissionais


http://www.pcworld.com.br
(http://pcworld.uol.com.br/noticias/2010/05/13/5-dicas-para-usar-bem-o-twitter-e-evitar-problemas-profissionais)
Rui Maciel, do IDG Now! - 13/05/2010

Casos recentes de demissões provocadas por comentários no microblog servem de alerta aos usuários do serviço.

A demissão do jornalista Felipe Milanez, da revista National Geographic, devido a críticas feitas por ele à revista Veja (ambas publicadas pela editora Abril) via Twitter, acendeu o sinal de alerta nos usuários do microblog. Como avisam advogados especializados em direito digital, as empresas podem demitir um colaborador caso considerem  que a postura dele nas redes sociais é inadequada aos padrões da organização.

Diante desse cenário, quais as dicas sobre o que fazer – ou não – no Twitter? Qual a melhor maneira de utilizar a ferramenta e, assim, evitar problemas profissionais?

Veja a seguir algumas regras de boas práticas no microblog, segundo especialistas em redes sociais.

1. Não aborde questões internas da empresa

O ponto de partida, segundo André de Abreu, gestor da MWeb, unidade de mídias digitais e redes sociais da Máquina Public Relations – divisão da Máquina da Notícia - , é o usuário observar, a partir do momento em que ele abre uma conta no Twitter, que a linha entre dois aspectos de sua vida - o pessoal e o profissional - torna-se muito tênue. Logo, é recomendável que a pessoa evite divulgar informações delicadas sobre a organização (questões internas, por exemplo). E, se o fizer, que sejam dados  de caráter público, diz Abreu.

2.  Que fique claro: o Twitter é um ambiente público
Antes de tuitar,  você deve discernir o que falaria em público e o que comentaria apenas em ambientes privados. Além de a mensagem ficar registrada – mesmo que seja apagada, alguém pode copiar a tela com a mensagem e repassá-la -, a grande  visibilidade do Twitter amplifica a repercussão do que é escrito. Isso quer dizer que você tem de pensar bem antes de escrever qualquer mensagem no microblog. E nunca digitar no calor do momento, sob o risco de ser mal interpretado.

3. Evite colocar seu cargo na empresa para a qual trabalha
Uma vez que a sua empregadora se julgar atingida por sua postura nas redes sociais, ela pode demiti-lo, alerta Vivian Pratti, advogada do escritório Patricia Peck Pinheiro Advogados. E, se você se identificar no microblog com o cargo que ocupa na empresa, abre-se a brecha para uma possível demissão por justa causa, pois a companhia pode alegar que houve vínculo direto com ela. Portanto, se o seu perfil não for criado especificamente com a intenção de ser corporativo, é melhor não se apresentar como profissional de uma companhia. 
4. Evite falar mal das empresas concorrentes
Segundo Manoel Fernandes, diretor da Bites, consultoria de planejamento estratégico em redes sociais, não é de bom-tom criticar concorrentes da empresa para a qual você trabalha. Isso pode criar uma saia justa na organização, principalmente pelo fato de que, no Twitter, a diferença entre o pessoal e o profissional se dilui – uma palavra sua pode ser vista como uma visão da companhia.

5. Cuidado com comentários sobre temas polêmicos
O Twitter é um meio excelente para difundir informação e troca de opiniões sobre diversos assuntos. Mas é sempre bom tomar cuidados com comentários temas espinhosos, como religião, política e opções sexuais, apenas para citar alguns exemplos.


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11 de mai. de 2010

Comida!

Todos nós, somos levados pela comida. Tá ai um blog que diz isso: comidafala.blogspot.com

Achei ele procurando sobre uma nova padaria de Mogi Mirim, chamada Villa Pão, tenho tomado café aos domingos junto com a Valéria e estamos gostamos. Bom atendimento, pães crocantes, revistas e jornais para os cliente, um lugar gostoso, eu recomento. Fica em frente ao Colégio Maria Imaculada.

Educação Pública – RJ

Site do Rio de Janeiro: www.educacaopublica.rj.gov.br

Profª Miriam Salles – Informática Educacional

miriamsalles.info

1 de mai. de 2010

Materia muito interessante da revista CRN de março/2010, sobre tecnologia…

“Que saudades do café da minha avó!”

FEIRA – Espaço Café Brasil

Acontece em São Paulo, em junho a maior feira de internacional de café a Espaço Café Brasil, que  tem por objetivo promover o mercado de cafés de qualidade e toda a cadeia produtiva, desde o produtor, torrefador, barista, até o consumidor final. Na sua última edição, o evento reuniu mais de 60 marcas e registrou 15 mil visitantes do Brasil e de mais de 40 países, gerando cerca de 12 milhões em negócios.

Você não pode ficar de fora desta oportunidade! Participe, inscreva-se e reserva a data: de 7 a 10 de junho de 2010, no Expo Center Norte, em São Paulo.

Visite o site:
www.cafeeditora.com.br/espacocafe/2010

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