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11 de out. de 2011
5 de out. de 2011
Explosão de dados pode ser desafio extra para CIOs
Com informações chegando de diversas fontes, como redes sociais e sensores de automóveis, iniciativas de análise de dados têm sido lideradas pelos departamentos de marketing.
O investimento em análise de dados seja via business intelligence (BI), business analytics (BA), análise preditiva ou o nome que queira dar tem crescido. Os homens de negócios querem saber o que acontece nas empresas e que ações tomar para aproveitar oportunidades ou reduzir perdas. E com as informações chegando de diversas fontes, muitas vezes enviadas espontaneamente pelos próprios clientes, os departamentos de marketing têm assumido a frente desse tipo de projetos em muitas ocasiões. Desafio para o CIO? Sim. Mas, também, uma oportunidade.
Durante a abertura do Teradata Partners 2011, evento realizado pelos usuários das soluções da companhia, que acontece em San Diego, nos Estados Unidos, diversos executivos chamaram a atenção para o dinamismo que toma conta deste mercado e aconselharam os CIOs a trabalharem, cada vez mais, a comunicação com os homens de negócios. Não que isso seja uma novidade. O alinhamento TI/negócio, há muito tempo nas rodas de conversa, já previa essa falha de comunicação e a necessidade de se investir nisso.
Entretanto, com tantas mudanças no mundo da tecnologia, seja pela facilidade de compra ou entendimento de solução, talvez, nunca o executivo de TI precisou tanto mostrar suas habilidades comunicacionais. E não apenas para convencer o board a investir em determinado projeto, como, também, para se mostrar estratégico na companhia e atuar como parceiro em iniciativas lideradas por outras áreas. “O marketing está à frente dos projetos de análise em muitas companhias e 33% dos nossos clientes já utilizam a solução de gerenciamento de marketing integrado”, frisou o CEO da Teradata Mike Koehler.
Em conversa com jornalistas de diversos países, o CMO da fabricante, Darryl McDonald, foi além e chamou as empresas a investirem: “A explosão de dados é móvel, social e via sensores. Isso pede análise, tratamento. As companhias que têm melhor desempenho usam cinco vezes mais análise de dados que aquelas com menor desempenho. Ou seja, isso dá uma posição de vantagem para quem usa”.
Em meio a essa transformação, as companhias precisam reavaliar negócios, investimentos e, muitas vezes, renovar o modo de atuação. O eBay, por exemplo, registrou US$ 2 bilhões em transações móveis durante 2010 e espera dobrar esse volume em 2011. Com isso, a companhia redefine o varejo online. Já não se pode mais chamar apenas de e-commerce, quando se assiste ao crescimento do m-commerce, sobretudo, com advento dos tablets e a popularização dos smartphones.
As companhias, de um jeito ou de outro, precisam ter uma estratégia de avaliação de dados e, também, de atuação multimeios, principalmente, se lidam diretamente com cliente final como é o caso dos varejistas. Stephen Brobst, CTO da Teradata, apresentou alguns números sobre impacto de interação móvel com consumidores que podem assustar alguns. Hoje, SMS tem 97% de penetração para entrega de informações as pessoas, superando site móvel (43%) e os aplicativos (18%).
Isso quer dizer que não vale o investimento em aplicativos móveis? Errado. Para Brobst, as companhias precisam ter as três vias de atuação. O site móvel, normalmente, como lembrou o especialista, é a primeira forma de contato que o cliente tem com uma empresa, por isso é preciso prover uma experiência bacana. E, neste canal, você já deixa claro que operações mais complexas serão feitas via aplicativo móvel e ele se habitua. “Ampliar receita, se aproximar do cliente e excelência operacional são as áreas onde mais vejo oportunidades”, ensinou.
E por todo esse mix de ambientes, fontes de dados e soluções é que um projeto de análise já não mais fica exclusivo a um departamento ou outro. A atuação em conjunto se faz essencial, já que cada área pode colocar seu conhecimento de causa e fazer com que a iniciativa realmente seja algo transformador em uma empresa. Será que os executivos estão preparados?
*O jornalista viajou a San Diego a convite da Teradata
[Fonte: http://informationweek.itweb.com.br - Vitor Cavalcanti]
8 Razões onde PMEs falham no backup de dados
A maioria da PMEs não tem plano para backup e recuperação de dados. Desvendamos as desculpas mais comuns.
Atualmente existe mais opções de backups do que nunca, mas muitas empresas de pequeno porte continuam arriscando seus dados.
Existem muitas pesquisas a respeito deste assunto, como a conduzida pela Symantec, que revelou que 57% das empresas de pequeno e médio porte (PMEs) não possuem plano para o caso de perda de dados. Existem muitas companhias nesta situação, como comprovou outro estudo, dessa vez, realizado pela Carbonite, em julho, onde apontou que metade das empresas de porte pequeno sofreu perda de dados irrecuperáveis.
Então, novamente: com mais métodos do que nunca existentes no mercado, tanto físicos como baseados na web, porque correr o risco de perder dado da empresas e não ter como recuperá-los? “Pequenas empresas, em especial, são muito ocupadas, muitas coisas acontecem ao mesmo tempo, e, backup é apenas mais uma na qual os empresários não querem pensar”, disse Mike Evangelist, chefe de marketing na Code 42 Software.
Segue abaixo as desculpas mais comuns pela falha no backup de dados – e as razões pelo qual esta questão é deixada de lado.
1.É muito caro:
Custos é sempre a primeira desculpa das pequenas companhias que precisam extrair um pouco mais de cada real gasto. Mas, caso você experimente um desastre de TI incapacitante, a dor será muito pior se você não conseguir recuperar os dados para voltar a trabalhar rapidamente. É verdade que, se você estiver lidando com grandes bases de dados, então o custo com backup e armazenamento pode ser pesado. Mas para quantidades gerenciáveis (pense em gigabytes, não em terabytes ou mais), um orçamento apertado não tem que ser um fardo. Alguns fornecedores de cloud também oferecem planos de dados ilimitados para grandes necessidades.
2. Isso nunca vai acontecer comigo:
Considere o artigo da fé cega: você não precisa operar no caminho dos furacões ou outro desastre natural para que a perda de dados ocorra. Perda ou roubo de computadores, fogo, enchente ou falhas de tecnologias antigas podem acontecer e acontecem – isso sem mencionar a lista completa de perigos potenciais.
3. Eu simplesmente esqueci
Donos de PMEs e seus profissionais costumam ser ocupados, na maioria das vezes desempenhando múltiplas tarefas para ajudar a companhia crescer. Se a sua lista do que fazer corre – ou se é esquecido – fazer o backup dos seus dados é uma tarefa fácil de deixar de lado. Mas isso não é uma boa desculpa, particularmente com o número de produtos que oferecem soluções automáticas, de backup continuo e sincronizado. Se você tem protelado esta questão, a automação é um recurso que você deve ter.
4. Deixa meu computador mais lento
Segundo Evangelist, muitas clientes em potencial não tem um plano de acidente para consumidores, e esta reserva está enraizada na questão real: alguns anti-vírus antigos e softwares de backup são arrastados para dentro do sistema do usuário final, causando transtornos que os levam a desistir do software. Isto criou um problema na imagem dos programas de backup e plataformas relacionadas. “Como resultado disso, pessoas estão desabilitando esta ferramenta”, disse Evangelist. “Eles precisam que seus computadores sejam rápidos”.
Bons softwares da atualidade não causam problemas de desempenho. Se você está preocupado com os usuários finais, procure por um sistema que atue de forma silenciosa, nos bastidores. Usuários poderosos devem procurar por plataformas que permitam ajustar detalhes e especificações sobre como e quando o recurso do sistema está sendo usado durante o processo de backup e sincronização.
5. Eu não quero minhas informações na nuvem
Algumas das PMEs simplesmente não confiam na nuvem para backups e outras aplicações – sentem-se mais confortáveis mantendo os dados em casa. Outros, nem tanto. Isso pode ser uma prerrogativa, mas não uma desculpa. Você precisa manter pelo menos uma cópia dos dados em um local diferente dos da infraestrutura. Ou então, não estará bem protegido.
6. Não tenho departamento de TI
Muitas plataformas de backups online requerem pouco know-how técnico, por isso, enquanto você não tiver um plano mental de aplicações com base na web, a falta de recursos de TI não é um obstáculo.
Alguns dispositivos físicos, como armazenamento anexado à rede, se torna um pouco mais complexo. Mas mesmo frente a isso, fornecedores como a Drobo fazem uso significativo na esperança de apelar para PMEs.
7. Está no meu pen drive
Pen drives são baratos, portáteis e fáceis de usar – mas eu não confiaria neles como primeira opção de backup. É melhor do que nada, mas mesmo se você seja diligente ao copiar arquivos é simplesmente muito arriscado confiar como se fosse sua apólice de seguros. Evangelist notou, entretanto, o maior problema com pen drives: “Eles normalmente estão no mesmo lugar que o computador”, disse. O mesmo princípio vale para outras mídias, como DVDs graváveis: se está na mesa do funcionário ou no seu laptop, então não é um bom plano de backup.
8. Eu apenas vou usar o serviço de recuperação de dados
Existe uma série de empresas lá fora, que detectam falha no disco rígido e tentam recuperar os dados. Esses serviços podem até funcionar, mas estão longe de serem seguros – Não existe garantia de que podem recuperar suas informações. E levam tempo. Sem mencionar que o serviço de recuperação de dados não pode ajudar em casos de roubos ou perda total. “Serve mais como último recurso”, concluiu.
[Fonte: http://informationweek.itweb.com.br]
