Com informações chegando de diversas fontes, como redes sociais e sensores de automóveis, iniciativas de análise de dados têm sido lideradas pelos departamentos de marketing.
O investimento em análise de dados seja via business intelligence (BI), business analytics (BA), análise preditiva ou o nome que queira dar tem crescido. Os homens de negócios querem saber o que acontece nas empresas e que ações tomar para aproveitar oportunidades ou reduzir perdas. E com as informações chegando de diversas fontes, muitas vezes enviadas espontaneamente pelos próprios clientes, os departamentos de marketing têm assumido a frente desse tipo de projetos em muitas ocasiões. Desafio para o CIO? Sim. Mas, também, uma oportunidade.
Durante a abertura do Teradata Partners 2011, evento realizado pelos usuários das soluções da companhia, que acontece em San Diego, nos Estados Unidos, diversos executivos chamaram a atenção para o dinamismo que toma conta deste mercado e aconselharam os CIOs a trabalharem, cada vez mais, a comunicação com os homens de negócios. Não que isso seja uma novidade. O alinhamento TI/negócio, há muito tempo nas rodas de conversa, já previa essa falha de comunicação e a necessidade de se investir nisso.
Entretanto, com tantas mudanças no mundo da tecnologia, seja pela facilidade de compra ou entendimento de solução, talvez, nunca o executivo de TI precisou tanto mostrar suas habilidades comunicacionais. E não apenas para convencer o board a investir em determinado projeto, como, também, para se mostrar estratégico na companhia e atuar como parceiro em iniciativas lideradas por outras áreas. “O marketing está à frente dos projetos de análise em muitas companhias e 33% dos nossos clientes já utilizam a solução de gerenciamento de marketing integrado”, frisou o CEO da Teradata Mike Koehler.
Em conversa com jornalistas de diversos países, o CMO da fabricante, Darryl McDonald, foi além e chamou as empresas a investirem: “A explosão de dados é móvel, social e via sensores. Isso pede análise, tratamento. As companhias que têm melhor desempenho usam cinco vezes mais análise de dados que aquelas com menor desempenho. Ou seja, isso dá uma posição de vantagem para quem usa”.
Em meio a essa transformação, as companhias precisam reavaliar negócios, investimentos e, muitas vezes, renovar o modo de atuação. O eBay, por exemplo, registrou US$ 2 bilhões em transações móveis durante 2010 e espera dobrar esse volume em 2011. Com isso, a companhia redefine o varejo online. Já não se pode mais chamar apenas de e-commerce, quando se assiste ao crescimento do m-commerce, sobretudo, com advento dos tablets e a popularização dos smartphones.
As companhias, de um jeito ou de outro, precisam ter uma estratégia de avaliação de dados e, também, de atuação multimeios, principalmente, se lidam diretamente com cliente final como é o caso dos varejistas. Stephen Brobst, CTO da Teradata, apresentou alguns números sobre impacto de interação móvel com consumidores que podem assustar alguns. Hoje, SMS tem 97% de penetração para entrega de informações as pessoas, superando site móvel (43%) e os aplicativos (18%).
Isso quer dizer que não vale o investimento em aplicativos móveis? Errado. Para Brobst, as companhias precisam ter as três vias de atuação. O site móvel, normalmente, como lembrou o especialista, é a primeira forma de contato que o cliente tem com uma empresa, por isso é preciso prover uma experiência bacana. E, neste canal, você já deixa claro que operações mais complexas serão feitas via aplicativo móvel e ele se habitua. “Ampliar receita, se aproximar do cliente e excelência operacional são as áreas onde mais vejo oportunidades”, ensinou.
E por todo esse mix de ambientes, fontes de dados e soluções é que um projeto de análise já não mais fica exclusivo a um departamento ou outro. A atuação em conjunto se faz essencial, já que cada área pode colocar seu conhecimento de causa e fazer com que a iniciativa realmente seja algo transformador em uma empresa. Será que os executivos estão preparados?
*O jornalista viajou a San Diego a convite da Teradata
[Fonte: http://informationweek.itweb.com.br - Vitor Cavalcanti]