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11 de out. de 2012

Conhecimento: PITÁGORAS

Introdução sobre Pitágoras

Para ele, a matemática explicava o mundo. Haveria uma natureza numérica profunda que governava todas as coisas. Ele sabia disso porque atingira um estágio de iluminação que lhe permitia fazer análises e produzir resultados assombrosos. Sua crença na importância dos números era tal que chegou a criar uma religião baseada neles. Pitágoras foi um misto de matemático e místico que virou personagem essencial na contribuição que os gregos deram para a matemática se desenvolver como um estudo puramente teórico.
Na verdade não se sabe muito a respeito da vida de Pitágoras. Aliás, muitos põem em dúvida se ele realmente existiu e se muitas de suas inovações matemáticas não teriam sido obras de seus seguidores. O fato é que há um importante legado em seu nome, que inclui o famoso Teorema de Pitágoras, a introdução da prova na matemática, a descoberta dos números irracionais e, até mesmo, a existência de uma religião pitagórica, que chegou a competir com o cristianismo nos subterrâneos do Império Romano.

 

Questão pitagórica

Pitágoras postulava dois tipos diferentes de número “perfeito”. O primeiro tipo só tinha um único representante, o número 10. Segundo Pitágoras o 10 era perfeito porque era o resultado da soma dos quatro primeiros números inteiros: 1 + 2 + 3 + 4 = 10. O segundo tipo de número “perfeito” é constituído por aqueles números iguais à soma dos seus fatores. Por exemplo, o 6 que é o resultado da soma de 1 +2 + 3 e o 28 que é o resultado de 1 + 2 + 4 + 7 + 14.

O pitagorismo teve seguidores não só na Grécia antiga. Séculos depois, no Renascimento cientistas como Copérnico e Galileu exploraram ideias pitagóricas. Atualmente, Pitágoras é reconhecido pela sua fundamental contribuição à matemática elementar. Dizem que aqueles que não conseguem ver a beleza de seu teorema jamais darão bons matemáticos. Conheça nas próximas páginas a vida e obra de Pitágoras.

 

Pitágoras: o primeiro matemático

PitágorasFilho de um rico mercador da ilha grega de Samos, Pitágoras nasceu por volta de 565 a.C. Há quem diga que ele na verdade era filho de Apolo, deus grego da música, poesia e dança. Vinte anos antes de seu nascimento, a filosofia ocidental tinha surgido com Tales de Mileto. Desde então vários pensadores começaram a tentar explicar de forma racional as origens do mundo. Foi nesse começo da idade de ouro da Grécia antiga que Pitágoras cresceu.
Foi provavelmente em suas viagens ao Egito que Pitágoras adquiriu seus conhecimentos sobre matemática, já que seus professores, os filósofos Ferécidas e Anaximandro, não eram matemáticos. Na época o Egito era considerado mais culto do que a Grécia e segundo Aristóteles foi naquele país que tiveram início as ciências matemáticas, pois lá os sacerdotes gozavam de muito tempo livre para se dedicarem a esse desafio intelectual.
Os egípcios tinham inventado a aritmética e a geometria. A prática constante de medir os limites de uma propriedade a cada cheia do rio Nilo os levou a uma sofisticação geométrica. Depois de conhecer a matemática egípcia, Pitágoras foi para a Babilônia. Lá a matemática tinha alcançado níveis abstratos muito além do que os do Egito. Há relatos de que Pitágoras teria ido além da Babilônia e feito contato com magos persas, brâmanes indianos e druidas celtas. Além de buscar o conhecimento matemático, nessas viagens Pitágoras pode ter feito também uma espécie de busca religiosa.
Quando Pitágoras retornou a Samos, ele se tornou o mestre residente na corte de Polícrates, tirano que governava a ilha e havia destinado parte da enorme frota de navios da cidade para a pirataria. Mas, Pitágoras se considerava superior a qualquer tirano e o confronto com Polícrates o fez ser banido de sua ilha natal. Em 529 a.C. ele se estabeleceu na colônia de Crotona, na região da Magna Grécia. Lá passou a ensinar filosofia. E foi nessa época que começou a desenvolver sua importante obra matemática

Pitágoras: do famoso teorema ao misticismo

A descoberta da fórmula que ficou conhecida como Teorema de Pitágoras foi revolucionária. Primeiro porque ela ajudou a fazer da matemática um estudo puramente teórico cujos processos são passíveis de aplicação geral. Além disso, esses processos representavam provas de raciocínios dedutivos. Assim, abstração, prova e raciocínio dedutivo foram introduzidas na matemática pelos gregos antigos e muito provavelmente por Pitágoras. 
Foi nos primeiros anos como professor em Crotona que Pitágoras desenvolveu seu famoso teorema. Os babilônios já sabiam empiricamente que um triângulo retângulo de lados 3 e 4 tem uma hipotenusa de valor 5, mas como não conheciam a álgebra não tinham como formular isso em termos gerais. Foi Pitágoras, graças ao domínio da álgebra pelos gregos, quem formulou que num triângulo retângulo “o quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos”, em notação matemática: a²+b² = c², onde “a” e “b” são os catetos e “c” é a hipotenusa.
Outra importante descoberta atribuída a Pitágoras são os números irracionais. Ao aplicar seu teorema a um triângulo isósceles cujos catetos valem 1, o resultado é que a hipotenusa é a raiz quadrada de 2. Mas o valor da raiz quadrada de 2 não é um número racional – ele é igual a 1,4142135623... uma sequência infinita sem série recorrente de algarismos. Isto é, ele não pode ser expresso como um decimal que termina ou se repete em dízima periódica. Resumidamente, a hipotenusa desse triângulo não podia ser medida com exatidão.
À medida que avançava nas suas descobertas na matemática, Pitágoras cada vez mais se encantava com ela. Para ele, a matemática parecia explicar o mundo. Ele estendeu sua visão matemática a vários campos, como a música, a astronomia e a filosofia. Sua conclusão foi de que tudo funciona de acordo com o número. A crença de que tudo é número fez com que ele acreditasse que os números têm formas que de algum modo constituem o mundo.
Essas crenças fizeram Pitágoras crer que os números eram a resposta para tudo. E o passo seguinte foi transformar isso numa religião. Seus alunos viraram discípulos e se submeteram a regras de condutas e vida comunitária de caráter religioso. Mas os governantes locais viram aquilo como uma ameaça revolucionária e Pitágoras e os pitagóricos foram expulsos de Crotona. Eles se mudaram para Metaponto, no Golfo de Tarento, mas, pouco depois de se estabelecerem, Pitágoras, então com 61 anos de idade, faleceu.

Fonte: [http://ciencia.hsw.uol.com.br/pitagoras.htm]

Vamos amarrar o tenis!


2 de out. de 2012

FORMAS BÁSICAS DE APRESENTAÇÃO DE TEXTOS( Artigo, Tese, Dissertação, Monografia,Sinopse, Resumo…)


A capa de trabalho  escolar é um componente importante na hora de elaborar uma atividade que precisa ser entregue ao professor, ela deve ter uma formatação adequada e apresentar informações básicas de identificação do seu trabalho.

A informática  modernizou as formas de criar uma capa de trabalho escolar, hoje usamos o editor de texto  Word para escrever e fazer possíveis ilustrações na capa. Quando se trata de um trabalho acadêmico, a formatação é mais rigorosa, ela deve obedecer às normas da ABNT para criar a capa (nome da escola, título centralizado, nomes dos alunos).

Capa de Trabalho  Escolar: como fazer

A capa do seu trabalho assume o papel de apresentação e também proteção externa, por isso capriche, adicionando as informações necessárias sem muito rebuscamento. Não faça rasuras, prefira folha no tamanho A-4 e adicione os elementos da capa de forma organizada.

Introdução

As diferenças culturais junto a necessidade humana de comunicação leva a diversas formas de expressão escrita. Identificamos três grupos de textos escritos, os literários; oficiais e comerciais; e científicos.

Os textos literários advém da criação artística, os textos oficiais e comerciais estabelecem a comunicação de maneira formal e documentada. As formas de textos científicos tem preocupações com a correção, exatidão e autenticidade dos raciocínios desenvolvidos. A investigação científica, vem apresentada do fato estudado, da fonte, a intenção do pesquisador ou exigência da instituição ou disciplina.

Estudaremos os textos científicos, que são produzidos em função de algum tipo de pesquisa científica.

1 Resenha

Resenha é a síntese de um livro contendo comentários e, opcionalmente análise crítica. A partir da resenha, o leitor consegue avaliar seu interesse pela obra e decidir, qual parte dedicar maior atenção.

Dessa forma, resenhar consiste na examinação e apresentação de obras prontas. É talvez o nível mais elementar de pesquisa científica e, caracteriza-se apenas como pesquisa exploratória: pois embora contenha uma crítica, o texto base já está pronto. Dar oportunidade ao treinamento de compreensão e crítica, além do contato mais aproximado com bons autores e com o pensamento já elaborado, servindo como modelo de produção científica.

As partes essenciais de uma resenha são:

- Identificação da obra: fichamento, que inclui autor, título, imprenta, total de páginas resenhadas,

- Credenciais do autor: Os créditos: formações, publicações, atividades desenvolvidas na área.

- Conteúdo: As idéias principais, pormenores importantes para o entendimento do assunto.

- Conclusões: Localização e breve explicação das conclusões do autor.

- Crítica: Determinação histórica e metodológica da obra, contribuições importantes, estilo, forma, méritos, considerações éticas.

Resenhas podem ser feitas com objetivos diferentes. Você pode fazer uma resenha informativa, procurando-se em expor o conteúdo do livro. Pode fazer uma resenha crítica quando se ocupa de analisar e interpretar as idéias e pensamentos principais da obra. Pode ainda juntar os dois tipos, enfocando e desenvolvendo análises críticas. É um trabalho comparativo, excelente base para o desenvolvimento do tema. A crítica é a “resenha do texto” geralmente feita por especialistas com ênfase na crítica.

Passe ao leitor uma visão precisa do conteúdo do texto, destaque o assunto, os objetivos, a idéia central, como o autor estrutura seu raciocínio.Veja exemplo de um roteiro para elaborar uma resenha:

Forneça todos os dados do livro analisado.
Apresente alguns dados biográficos relevantes do autor.
Ressalte a proposta do livro conforme Prefácio ou Introdução.
Identifique a idéia central da obra.
Levante os argumentos que sustentam suas afirmações.
Apresente o resumo da obra, sua síntese.
Desvende, se necessário, alguns termos e expressões usados pelo autor.
Reproduza total ou parcialmente a referencia bibliográfica e comente sobre sua importância.
Desenvolva sua avaliação crítica de modo agradável e acessível, estabelecendo um diálogo com o autor e também com o leitor.
As críticas estão dirigidas as idéias e posições do autor, nunca a sua pessoa ou condições pessoais de existência. Procure contextualizar a obra analisada, relacionando-a com outros trabalhos e com a situação da cultura e dos das disciplinas envolvidas na época de sua produção.

2. Relatório

Antes de escrever, reflita. Por que você deve escrever o relatório? Quais as ações que você pretende desencadear? Quem lerá o seu documento?

A primeira frase do seu relatório deve levar o leitor a ler a segunda, senão o seu trabalho terá sido em vão. Procure redigir de forma clara, compreensível e o mais curto possível. Desenvolva o texto com profundidade e espírito de investigação. Mostre que sua visão é abrangente e que você possui bom senso e criatividade.

Antes de escrever, certifique-se de que dispõe de dados e fatos suficientes e bem apurados. Muitos relatórios ruins resultam de um esforço frustrado de preencher lacunas e esconder uma falha de exatidão.

As partes essenciais de um relatório são:

Introdução – Descreve-se sua importância ou relevância (social, cientifica ou acadêmica).
Referencial teórico – É o texto resultante de levantamento bibliográfico, de qualquer extensão, que indica ao leitor o tratamento científico atual do tema/problema.
Metodologia – Faz-se a descrição detalhada e rigorosa dos procedimentos de campo ou de laboratório utilizados.
Apresentação dos resultados – São expostos os resultados obtidos e ordenados pelos objetivos da pesquisa.
Análise dos resultados – É feita uma interpretação analítica dos dados obtidos, o referencial teórico, que posicionou o problema pesquisado, e o resultado a que se chegou.
Sugestões/recomendações- São necessárias quando a pesquisa realizada visa a solução de um problema ou a necessidade imediata da resposta.
Conclusão – Conclui-se comparando esses dados ao objetivo geral de toda pesquisa, estabelecendo-se o quanto foi conseguido em relação ao objetivo proposto.

3 Monografia

A monografia é uma exposição profunda de um problema de assunto específico, sendo investigado cientificamente, buscando o entendimento científico sobre tal assunto. Este tipo de pesquisa possui geralmente três tipos de finalidade. A monografia, propriamente dita, que é exigida como requisito parcial para a conclusão de cursos de graduação. A memória, sendo uma espécie de monografia apresentada publicamente em congrssos, simpósios, encontros, academias, sociedades científicas, e as suas normas são estabelecidas pela coordenação dessas reuniões e/ou entidades.

Resultante de pesquisa científica e que contém a identificação, o posicionamento, o tratamento e o fechamento competentes de um tema/problema. A matéria-prima do raciocínio são os dados, que basicamente se constituem de axiomas científicos, da autoridade de autores consagrados, ilustrações, testemunhos e, até mesmo, da experiência pessoal coerente do pesquisador.

São características da monografia, a sistematicidade e completude, a unidade temática, a investigação por memorizada e exaustiva dos fatos, a profundidade, a metodologia, a originalidade e a contribuição da pesquisa para a ciência.

A estrutura da monografia compreende a Introdução, apresenta a importância do assunto ou a questão a ser solucionada. O corpo, ou desenvolvimento, compreende os capítulos, explicação, discussão e demonstração. Finalmente, a conclusão retoma as pré-conclusões anteriores expostas, reforçando a linha do pensamento que sustenta o texto.

Diferentemente da tese e da dissertação, a monografia não é defendida e, sim apresentada.

4. Dissertação

A dissertação visa apresentar um resultado de um estudo científico, tema único e bem delineado em sua extensão, podendo ser um aprofundamento de um tema já pesquisado. Assim como a tese, também tem como objetivo, reunir, examinar e interpretar informações buscando uma conclusão lógica, feita sob a orientação de um pesquisador. Visa um uma academia e/ou entidade a obtenção de um título de mestre. Este trabalho de pesquisa também deverá ser defendido em público.

Tem finalidade apenas didática. É um trabalho mais de natureza reflexiva que propriamente de descobertas, ou de idéias originais, embora deva ser pessoal e não mera transcrição de textos alheios. Apresenta-se em forma de relatório científico ou de monografia.

Distingue ainda dois tipos de dissertação. A expositiva, o autor apenas reúne material de variadas fontes e faz uma apresentação compreensiva de um assunto. E, a argumentativa é preciso expor interpretação das idéias e posição do autor diante delas.

Estruturalmente indicam ser a dissertação composta de três partes: Introdução, desenvolvimento e conclusão. Acrescentando, os agradecimentos, a bibliografia e os anexos, se houver. Qualquer trabalho científico é dissertativo, e se apresentado para o grau de mestre ou de doutor, deverá ser monográfico.

São características da dissertação, ser elaborada por pós-graduando a um programa stricto-sensu, de uma escola superior credenciada, situada dentro de uma área específica, desenvolver sob a orientação de um doutor acadêmico, revelar domínio e capacidade de síntese de conhecimentos específicos, ser apresentada e defendida publicamente.

5. Tese

A tese é um resultado de um estudo científico sobre um assunto inédito, que procura examinar fatos e informações interpretando- os, procurando mostrar uma solução sobre tal fato. É uma exigência que visa a obtenção de: título de diretor, títulos acadêmicos de livre docência e de professor titular.

Sendo avaliado por uma branca examinadora, habitualmente composta por três doutores e defendida em público. Cabe a uma boa tese identificar, situar, tratar e fechar uma questão científica de maneira competente, profunda e inédita. A característica essencial, é o inédito, apresentado em uma tese que, tanto pode ser algo completamente novo, como aspectos novos de algo já velho.

São ainda características da tese:

Ser elaborada por pós-graduados.
Registrar-se a uma área específica de concentração.
Ser produzida sob a tutela de um doutor orientador.
Revelar domínio e síntese e de conhecimentos específicos e originais dentro da área de conhecimento.
Ter o texto apresentado e defendido publicamente.

6. Sinopse e Resumo

São textos reduzidos.

A sinopse é um pequeno texto de 25 a 50 linhas, geralmente redigido pelo autor ou editor de uma obra. A característica essencial da sinopse é a apresentação concisa dos traços gerais, das grandes linhas da obra. Normalmente vem inserido no início dos textos publicados e é muito útil para a realização de levantamentos bibliográficos.

Resumo é uma apresentação sintética e seletiva das idéias de um texto, ressaltando a progressão e a articulação delas. Um texto mais longo (10% a 25% do texto original), levanta as idéias essenciais do texto-base e deve manter o espírito do autor.

Um resumo pode ter variadas formas: apresentar apenas um sumário das idéias do autor, narrar as idéias mais significativas, condensar o conteúdo de tal modo que dispense a leitura do texto original. Um resumo também pode ser interpretativo apresentar crítica das idéias do autor, a resenha.

A norma da ABNT classifica os resumos em : Indicativo, que caracteriza-se como sumário narrativo, elimina dados qualitativos e quantitativos, mas não dispensa a leitura do original. Informativo, pode dispensar a leitura do original, salientando o objetivo da obra, evitando comentários pessoais. Informativo/Indicativo, pode dispensar a leitura do texto original quanto às conclusões, mas não quanto aos demais aspectos tratados. Crítico também chamado resenha.

O resumo deve salientar o objetivo, o método , os resultados e as conclusões do trabalho, apresentando os objetivos e os assuntos do texto original. Deve ser composto com frases concisas, evitando-se enumerar tópicos. Constitui-se em forma prática de estudo que participa ativamente da aprendizagem, uma vez que favorece a atenção de informações básicas.

Enquanto na sinopse se permite alguma interpretação, no resumo procura-se guardar absoluta fidelidade ao texto original.

7. Artigos Científicos

Visa publicar resultados de um estudo. Embora tenha formato reduzido (entre 5 e 10 páginas), é sempre um trabalho completo, um texto integral.

Estruturalmente; são compostos de: Título do trabalho, autor, credenciais do autor, local das atividades; sinopse (resumo em Português e em uma língua estrangeira, de preferência, em inglês); corpo do artigo (introdução, desenvolvimento e conclusão); parte referencial (referencia bibliográficas, como notas de rodapé ou final de capítulo, bibliografia, que é a lista dos livros consultados ou relativos, ao assunto, apêndice, anexos, agradecimentos, data).

O conteúdo de um artigo científico pode ser muito variado, como, por exemplo, discorrer sobre um estudo pessoal, oferecer soluções para posições controvertidas.

Em geral, sua estrutura é definir o assunto que apresenta aspectos relevantes e irrelevantes, partes, e relações existentes.

No artigo classificatório, há uma ordenação de aspectos de determinado assunto e explicação de suas partes. Sua estrutura é a seguinte: definição do assunto, explicação da divisão, tabulação dos tipos e definição de cada espécie.

Já no artigo argumentativo, há o enfoque de um aumento e depois a apresentação dos fatos que provam ou refutam o fato. Sua estrutura é a exposição da teoria, apresentação de fatos, síntese dos fatos, conclusão.

São motivos para a elaboração de um artigo científico: A existência de aspectos de um assunto que não foram estudados suficientemente ou o foram superficialmente; necessidade de esclarecer uma questão antiga; a inexistência de um livro de um livro sobre o assunto, ou o aparecimento de um erro.

O estilo, como em qualquer trabalho científico, deve ser claro, conciso e objetivo. A linguagem será gramaticalmente correta, precisa, coerente, simples e, preferencialmente, em terceira pessoa.

8. Artigo – relatório

Tem a mesma finalidade e características gerais do artigo científico. Como os relatórios em geral, o artigo-relatório resulta da intenção de publicar resultados de pesquisa de campo ou de laboratório. Tratando-se do relato de resultados ou progressos alcançados em uma pesquisa.

O formato sugerido para o artigo-relatório de incluir:

- Título, subtítulo.

- Autor (es).

- Sinopse ou resumo.

- Crédito do (s) autor (es).

- Introdução.

- Corpo do relatório; – conclusão; – referências bibliográficas.

9. Comunicação Científica ou Paper

A comunicação científica define-se como a informação que se apresenta em congressos, simpósios, reuniões, academias e, sociedade científica. Contém em média entre 2 e 10 páginas, estruturadas no modelo de artigo científico ou artigo – relatório, para posterior publicação em atas e anais dos eventos científicos em que foram apresentados. Embora contenha a mesma estrutura intelectual dos artigos (introdução, corpo e conclusão), não apresenta subdivisões; é um texto unitário.

10. Informe Científico

Caracteriza-se como relato escrito que divulga os resultados parciais ou totais de pesquisa. É o mais breve dos trabalhos científicos, pois se restringe à descrição dos resultados alcançados pela pesquisa. Deve ser escrito de forma que possa ser compreendido e as experiências repetidas se for de interesse do investigador.

Mantém a estrutura intelectual e gráfica dos artigos científicos e artigos de relatório, em relação aos elementos necessários à informação que se quer transmitir. Aconselha-se o seguinte formato gráfico:

- Título, subtítulo

- Período de realização da investigação

- Autor (es)

- Credenciais do (s) autor (es)

- Sinopse

- Introdução

- Corpo

- Conclusão – referências

Trata-se de um texto sintético, estruturado em forma de artigo científico.

11. Ensaio Científico

Ensaio é o texto científico que desenvolve uma proposta pessoal do autor sobre um determinado assunto. Apesar de pressupor conhecimentos advindos do meio científico comum, esse texto busca a expressar a visão do autor, que mostra independência quanto ao pensamento comum com relação ao assunto. O valor científico do ensaio depende do respeito da comunidade científica pela autoridade e pelo notório saber do ensaísta.

A estrutura intelectual e gráfica do ensaio é idêntica a estrutura intelectual e gráfica da monografia ou do artigo científico.

Considerações Finais

Como foi visto, as formas de texto descritas são resultados de atividades, pesquisas e conhecimentos.

Todo trabalho científico necessita por sua extensão, de regras básicas para que possa ficar claro muitos aspectos gerais de seu conteúdo. Mas, cabe citar que ao se aprofundar estudos, pesquisando em outras fontes da Metodologia Científica, observamos certas diferenças e aplicações de regras como formatações de textos, disposições de títulos, entre outros, em diferentes autores da área.

O que se pode concluir é que cabe ao pesquisador seguir as normas da ABNT e incluir as exigências transmitidas pelo examinador em qualquer trabalho de cunho científico.

Referências Bibliográficas:

PRESTES, Maria Luci de Mesquita. A pesquisa e a Construção do Conhecimento Científico: do planejamento aos textos, da escola à academia. 2 ed. São Paulo: Rêspel , 2003

FRANZOLIM, Ivam René. Como escrever melhor e obter bons resultados. São Paulo: Madras, 2004

MEDEIROS, João Bosco. Redação científica: a prática de fichamentos, resumos, resenhas. 4 ed. São Paulo: Atlas, 2000.

SANTOS, Antonio Raimundo dos. Metodologia científica: a construção do conhecimento. 3.ed. Rio de janeiro: DP&A editora,2000.

Autor: Petronio Fausto de Sousa

TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CURSO: TCC


O QUE É O TCC?

O Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) é o resultado do esforço de síntese, realizado pelo aluno, para articular os conhecimentos teóricos adquiridos ao longo do curso com o processo de investigação e reflexão acerca de um tema de seu interesse. O TCC pode ser feito individualmente ou em grupo, sob orientação de um professor responsável.

QUANDO O ALUNO COMEÇA A REALIZAR O TCC?

O TCC é realizado no último ano do curso, em duas etapas:

No 5° semestre: elaboração do projeto de pesquisa (como exigência da disciplina “Seminários de Pesquisa I); No 6° semestre: desenvolvimento da pesquisa – bibliográfica ou de campo – e redação final do trabalho (como exigência da disciplina “Seminários de Pesquisa II). Obs: O TCC é um dos resultados acadêmicos desenvolvidos no eixo curricular de “prática e pesquisa em educação”, cujos fundamentos iniciais são trabalhados na disciplina de Metodologia Científica.

POR QUE A APRESENTAÇÃO DO TCC É UMA ATIVIDADE ACADÊMICA PÚBLICA ?

De acordo com o Projeto Pedagógico do Curso, a apresentação do TCC ocorre em sessão pública, isto é, aberta a alunos, professores e demais interessados, por diferentes razões. A primeira, porque deve obedecer ao princípio de transparência, ou seja, seus critérios de avaliação de qualidade devem ser conhecidos e apreciados pelo corpo discente e docente. A segunda razão é que o TCC não é apenas uma atividade acadêmica dos seus autores, mas de todos os demais alunos da Pedagogia, cuja participação é computada como A.A.C.C. Finalmente, porque o momento de apresentação dos TCC significa a culminância do trabalho desenvolvido por todo o corpo docente – e não de uma única disciplina – ao longo do processo de formação dos concluintes do curso de Pedagogia.

INFORMAÇÕES ÚTEIS PARA A REALIZAÇÃO DO TCC

PASSOS PARA O DESENVOLVIMENTO DO PROJETO DE PESQUISA

1) Escolha do tema: o tema escolhido deverá ser pertinente a uma das três linhas de pesquisa abaixo relacionadas, relativas aos eixos curriculares do curso de Pedagogia, a saber:- aspectos teóricos do trabalho pedagógico: relativa à área de Fundamentos da Educação; – prática docente e processo ensino-aprendizagem: relativa à área de Formação para – Docência; – gestão educacional e do trabalho pedagógico: ligada à área de gestão do trabalho pedagógico. 2) Justificativa: tendo em vista sua relevância científica, educacional e social. O trabalho deverá apresentar alguma contribuição para o esclarecimento ou enriquecimento de informações sobre o assunto tratado. 3) Delimitação do problema: definição clara do problema a ser pesquisado, seu objeto, abrangência e profundidade.

4) Objetivos da pesquisa: explicitação dos aspectos a serem investigados/analisados na pesquisa, bem como sua finalidade em termos de contribuição técnica, científica e social.5) Metodologia: descrição e fundamentação dos métodos e técnicas que serão utilizados a fim de atingir os objetivos propostos; também deverá ser descrito o plano para o desenvolvimento da pesquisa, bem como os recursos – materiais e humanos – indispensáveis à execução do trabalho.6) Bibliografia Básica: elaboração de uma lista bibliográfica que contenha obras referentes aos pressupostos teóricos do tema (livros, revistas científicas, periódicos, etc…). As fontes bibliográficas devem permitir o posicionamento claro do objeto de pesquisa a partir do ponto de vista dos autores consultados, mostrando as últimas informações disponíveis a seu respeito. Esta bibliografia deve ser apresentada de acordo com as normas técnicas da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas.7) Documentação Bibliográfica: identificação das obras de referência e as de caráter específico. O aluno deverá fazer o fichamento bibliográfico sob a forma de resumo, extraindo do texto apenas as idéias principais e relacionadas ao tema, de todas as obras apresentadas como referências bibliográficas.

ESTRUTURA DE APRESENTAÇÃO DO TCC

Introdução: a introdução não deve parafrasear ou repetir o resumo. Caracteriza-se, o problema de pesquisa e o seu objeto; detalham-se os objetivos do trabalho e as hipóteses iniciais. Em seguida, devem ser expostas as justificativas e razões para elaboração do trabalho, dando ênfase à relevância do tema proposto.

Referencial teórico e metodológico: neste item são mostradas e comentadas as referências bibliográficas que oferecem a sustentação conceitual/operacional do tema. Não se trata de um rol de citações. O autor (aluno) deve construir uma moldura conceitual do tema, fazendo a ligação entre a bibliografia pesquisada e o problema que está sendo estudado. Após caracterizar o objeto e sujeitos de pesquisa, deve-se descrever e justificar a abordagem metodológica da pesquisa, assim como as técnicas e instrumentos a serem utilizados. É importante também descrever a abordagem de análise dos dados . No caso de pesquisa quantitativa, as técnicas estatísticas; no caso de pesquisa qualitativa, as técnicas qualitativas.

Desenvolvimento: apresentação e apreciação dos dados da pesquisa propriamente dita, estabelecendo relações nítidas entre o objeto do trabalho e o referencial teórico utilizado para análise dos dados.

Análise dos resultados: Ressaltar as evidências que esclareçam cada questão levantada através de análise quantitativa e/ou qualitativa das informações e dados obtidos. Em face dos dados levantados, testar as hipóteses formuladas. Evidenciar os resultados em atenção aos objetivos propostos. Com apoio do referencial teórico consultado, dar significado aos resultados obtidos.

Considerações Finais: após retomar, sinteticamente, o problema e os aspectos analisados no desenvolvimento do trabalho, ressaltar as possíveis conclusões/considerações possibilitadas pelo processo de investigação. Recomendar, sempre que possível, práticas para implementação (intervenção) a partir dos resultados conseguidos. Caso conveniente, sugerir pesquisas adicionais.

Bibliografia: trata-se de parte essencial do trabalho. Não devem ser referenciadas fontes bibliográficas que não foram citadas no texto. Caso haja conveniência de referenciar material bibliográfico sem alusão no texto, isto deve ser feito em sequência à bibliografia, sob o título “Bibliografia Recomendada”. As referências bibliográficas devem seguir as normas da ABNT .

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO DO TCC

O TCC deverá ser entregue na 15ª semana do 6º semestre letivo, em três vias encadernadas em espiral e uma cópia em disquete. O aluno que não entregar o TCC em tempo hábil, terá nota final zero, sendo reprovado. Isto o impedirá de colar grau no curso; A banca examinadora, composta por dois professores, fará a avaliação do trabalho, juntamente com o professor orientador, nas exposições previamente marcadas para as 17ª e 18ª semanas do 6º semestre letivo. Serão eliminados os alunos que faltarem à apresentação sem justificativa legal por escrito. As notas atribuídas são individuais e terão valor de zero a dez , somadas e divididas pelo número de julgadores. A nota final do TCC resultará na média composta pelas notas de apresentação oral e escrita. Será considerado aprovado o aluno que obtiver a média final 7 (sete).

Na avaliação do TCC serão levados em consideração os seguintes aspectos:

O caráter científico do trabalho;

A apresentação sistematizada do trabalho final de acordo com as normas indicadas;

A clareza da exposição e coerência argumentativa do aluno;

A consistência dos dados e da fundamentação teórica e do trabalho;

Respeito ao tempo de apresentação.

Obs.: Os trabalhos honrados com mérito poderão ser publicados pela Instituição, se autorizados pelo autor (aluno) e pelo professor orientador.