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28 de abr. de 2011

Trabalhar em casa requer organização. Veja dicas

 

Saiba como aproveitar as oportunidade do home office e não se perder com toda a liberdade que ele oferece

Por Lorena Vicini

 Shutterstock

Se todo domingo à noite bate aquela preguiça de ir para o trabalho no dia seguinte e você já se imagina trabalhando em casa, respondendo aos e-mails dos clientes de pijama e fazendo longos intervalos para assistir o programa esportivo do meio dia e o filme da sessão da tarde, definitivamente você deve repensar seu conceito de home office antes de decidir trabalhar em casa.

De fato, o home office vem arrebanhando uma legião de adeptos no Brasil. Segundo pesquisa encomendada pela Cisco, 76% dos entrevistados acreditam não ser preciso estar fisicamente no local de trabalho para ser produtivo e uma porcentagem ainda maior, 83%, garantiu que estaria disposta a trocar altos salários por maior flexibilidade na jornada de trabalho. Levando em conta o cenário esboçado pela pesquisa, a possibilidade do home office faz brilhar os olhos daqueles que não veem graça na rotina de bater cartão.

Assim, para os que desejam largar o emprego formal e tentar a sorte no mundo dos empreendedores, o escritório em casa acaba se mostrando uma boa opção de início, principalmente do ponto de vista dos custos: economiza-se na condução, no aluguel de um imóvel e até mesmo na alimentação. Muitas vezes, o trabalho em casa acaba sendo a primeira etapa de evolução de um negócio que tende a crescer. “Testa-se para ver se dá certo. Assim, é comum encontrar histórias de quem começou vendendo pedaços de bolo e de repente abriu um bufê”, diz o consultor do Sebrae Reinaldo Messias.

No entanto, para aproveitar todas as vantagens que esse sistema de trabalho pode oferecer, é necessário cuidado e bom senso. O principal perigo é confundir o conforto de se trabalhar em casa com a falta de profissionalismo. Nas próximas páginas, algumas dicas para que o empresário não caia nessas armadilhas silenciosas que o confortável ambiente doméstico oferece.

Para começo de conversa
Para se dar bem no novo negócio é essencial ter algum tipo de afinidade com a atividade que se quer abrir. “O trabalho tem que dar prazer. Pode até dar muito dinheiro, mas se não der prazer não funciona”, diz Messias.

Todas as recomendações que valem para abrir qualquer negócio se aplicam também para o empreendimento administrado de casa: um bom plano de negócios é essencial.
A maior dificuldade para o empresário autônomo que trabalha de casa é separar o dinheiro da empresa do pessoal. “A tendência é colocar todo o dinheiro que cai na conta no bolso, mas não se pode esquecer das despesas com os fornecedores e as contas fixas da empresa”, lembra o consultor. Para evitar essa confusão, a dica é manter uma planilha – pode ser no Excel mesmo -, mas também vale o bom e velho caderninho, onde deve-se anotar o fluxo de caixa. Assim fica mais fácil visualiza todas as movimentações de dinheiro do mês. Manter duas contas correntes, uma da empresa – na qual caem os pagamentos dos clientes e os débitos referentes ao negócio - e uma pessoal, para os depósitos do pro labore e a quitação das contas da casa, é o mais aconselhável.

Outro ponto: para tocar qualquer negócio nos dias de hoje é necessário ter um bom computador e uma conexão de internet rápida. Difícil imaginar um empresário que não precise fazer upload de imagens, entrar em mídias sociais, acessar diariamente a conta de e-mails, além de todas as outras ferramentas oferecidas pela rede que remam a favor do empreendedor.

Com que roupa eu vou?
O dia mal começou. Hora de se vestir. O vestuário, de uma maneira simbólica, aponta também a sua disposição para a atividade que vai executar. “Trabalhar de pijama não é legal: a atitude de estar trabalhando requer um comportamento condizente”, diz Messias. “Mesmo que seja em casa.” Por isso, arrume-se como se fosse de fato sair para o trabalho. O.k., não precisa colocar aquele salto alto de bico fino. Equalize conforto e zelo.
Onde se ganha o pão...
Para dar credibilidade ao home office, é imprescindível preservar a privacidade, tanto do cliente como da família. “O homem office deve ser muito mais office do que home”, Messias adverte.

O consultor aconselha reservar um espaço na casa que todos os membros da família reconheçam como “propriedade da empresa”. Uma mesa com gavetas que ninguém mexa, por exemplo. Messias recomenda também a compra de um notebook, um chip de celular e uma linha telefônica exclusiva da empresa, para não misturar com assuntos de família. “O empreendedor não pode dar a impressão de que trabalhar em casa está sendo um ‘quebra galho’, enquanto não arruma coisa melhor. Tem que mostrar para o cliente que está se adaptando para um novo modelo de negócios.”

Nesse sentido, Messias afirma ser válido envolver a família nesse processo de transformar um cômodo da casa em escritório. “Pergunte a opinião de seus filhos, marido ou esposa e explique como vai ser o dia a dia dali para frente.”
...também se come a carne
É comum para quem trabalha em casa pular as refeições, comer apenas um sanduíche porque o dia está apertado. “O empreendedor que trabalha em casa normalmente conta apenas com ele mesmo para tocar o negócio e uma atitude de descaso com a alimentação vai deteriorar sua saúde e acabar causando problemas futuros”, adverte Messias. É importante que se faça da refeição um ritual: arrume a mesa, prepare a comida e não mexa no computador (nem no telefone) enquanto come. Marque almoços com clientes: é a chance de socializar e ao mesmo tempo fazer uma alimentação adequada. A designer Claudia Hein aproveita o horário do almoço para ir ao mercado comprar os ingredientes da refeição e fazer outros serviços de rua. “Saio de casa, decido o que vou almoçar no supermercado, vejo gente, é ótimo”, conta.

Solidão, não
Utilizar o tempo ganho com o escritório em casa para fazer uma atividade física é também uma maneira de encontrar as pessoas, sair de casa e ainda cuidar da saúde. A tradutora Chrystal Caratta determinou que o tempo antes gasto no trânsito seria investido nela mesma. Chrystal vai para a academia todos os dias pela manhã. “Além de ter a função de estipular meu horário de acordar, de tomar café e almoçar, a academia funciona como forma de socialização, já que o trabalho home office, se o profissional não tomar cuidado, nos deixa muito solitário”, diz a tradutora.
Seu big boss é você... aproveite!
Se na empresa havia um chefe sempre por ali para controlar se a tela do seu computador mostrava o resumo semanal das novelas ou o resultado do jogo de futebol ou para contar quantas vezes você ia tomar um cafezinho, em sua casa você estará sozinho, sem ninguém para te vigiar. Mas, por incrível que pareça, quem trabalha em casa tem mais cobrança. “Se não trabalhar, não há dinheiro no fim do mês”, alerta Messias. Simples assim. “As pessoas podem acabar deixando as tarefas sempre para depois e isso não dá certo.” Por isso, atenção à organização.

A tentação de marcar almoços intermináveis com as amigas ou tirar uma pestana de uma tarde inteira é inevitável. Não precisa se privar desses prazeres, afinal você deixou de bater cartão e encarou a insegurança de ser autônomo justamente para ter mais liberdade. Mas organize a sua rotina de modo que essas pequenas liberdades não prejudiquem seu fluxo de trabalho.

O mesmo cuidado é necessário com o leque de distrações que a internet oferece. Messias aconselha que o empreendedor dedique um tempo específico para navegar, de uma a duas horas diariamente. E ao longo da jornada restante mantenha as redes sociais e sites de entretenimento bem fechados.

A artista plástica Camila Rahal, que faz bijuterias em casa, organiza sua semana por lotes de tarefas: reserva um dia da semana apenas para comprar matéria-prima para suas peças, outro só para ir aos Correios enviar encomendas para os clientes, outro para ir ao banco e assim por diante. “Eu sempre aproveito as manhãs com o meu filho e as tardes ficam para as atividades do trabalho”, explica.

O mais importante: não deixe de viver. Trabalhando em casa o empreendedor tem a tendência de achar que o trabalho não acaba nunca. E pode até ser verdade. Mais um motivo para você desligar o computador e ir jantar com sua família. Por mais que você trabalhe, sempre ficará trabalho para o dia seguinte. É assim mesmo.

[Fonte: http://revistapegn.globo.com]

26 de abr. de 2011

Livro: “CONTORNANDO AS AMÉRICAS”

contornandoasamericas
Título: Contornando as Américas
Editora: Comunicare Gráfica e Editora
Autor: Marcelo Ramos de Oliveira
Idioma: Português

10 meses, 270 dias, 78 mil km... muitos outros números e dimensões ocuparam a vida de Marcelo Ramos de Oliveira, depois que largou um emprego de executivo no coração financeiro de São Paulo e embarcou numa picape Ranger para contornar todo o continente Americano.
O livro nasceu da experiência de Marcelo e é um guia mais do que detalhado para os que pretendem, ou apenas sonham com a viagem. Ao descrever naturalmente suas sensações e os acontecimentos por 194 páginas, o autor auxilia a motivação dos interessados, fornecendo informação vital para o esclarecimento de possíveis aventureiros.
Para completar o livro, Marcelo fornece o “Projeto da Expedição” em capítulo separado, com descrição de custos (itens, valores em US$ e média diária, comentários), descrição territorial (por países, com saída/chegada,km rodados e horas de estrada), a expedição em números, o que levar, itens obrigatórios, vacinas, vistos consulares, passaporte, dinheiro, internet, livros, mapas, listas de básicos, equipamentos, carro, comida e lugares a serem visitados.
Ricamente ilustrado com fotos e legendas, o texto pode ser acompanhado de ponta a ponta sem dificuldade. E para iniciar a outra viagem, através do livro, pode-se partir da primeira citação de Marcelo, um bom retrato das almas que se comunicam pelo interesse pelas aventuras:
“Não queria ser mais um dos tantos que vivem adiando um sonho. Tenho plena consciência de que estamos de passagem nesta vida. O tempo é crucial."


xxxxxxxx meu comentário xxxxxxx

Escolher um ERP em tempo de crise

De Patrícia Cale / Casa dos Bits
Semana nº 1018 de 15 a 21 de Abril de 2011

Num mercado cada vez mais conhecedor e amadurecido, os critérios para a aquisição de um ERP são também eles mais exigentes, além de serem condicionados pelo contexto económico.

 
O período de instabilidade económica que atravessamos actualmente impõe novas exigências aos gestores na altura de adquirirem um software de Enterprise Resource Planning (ERP) para as suas empresas. Aos habituais critérios da qualidade do produto e da prestação do serviço, junta-se a preocupação com o custo e a escolha da solução mais ajustada à área de negócio e às necessidades de cada empresa. Este cenário impõe, pois, soluções e tecnologias mais eficientes e assentes na verticalização.

Esta escolha tem como principal impulsionador a necessidade de os gestores utilizarem software à medida para os seus negócios, em que ao mesmo tempo não tenham de despender mais do que o preço de um software standard, considera Miguel Capelão, administrador da PHC. «Estas aplicações têm permitido aos gestores diminuírem a complexidade das tarefas exclusivas do seu sector de actividade. Ao estarem preparados para as necessidades específicas de um determinado sector, conseguem dinamizar ainda mais as suas empresas», refere este administrador.

O facto de cada vez mais os clientes precisarem de soluções totalmente ajustadas à sua área de negócio e às suas necessidades explica-se, segundo Jaime Gomes, sócio-gerente e director financeiro da Alidata, através das vantagens obtidas nos campos do funcionamento e da implementação. «A forte competitividade do mercado tem levado a uma procura muito mais exigente de soluções e tecnologias que tenham um desempenho mais eficiente. Os clientes procuram cada vez mais aplicações construídas de raiz e direccionadas para a sua área de negócio, e não soluções genéricas que são posteriormente adaptadas aos diferentes negócios», afirma Jaime Sousa.

Numa fase em que a conjuntura económica está mais debilitada, há igualmente funcionalidades no ERP que merecem maior atenção por parte dos gestores. Tesouraria, reporting, análise e gestão de desempenho parecem liderar o ranking. «Neste momento, todas as ferramentas que permitem fazer análises são uma prioridade. A tesouraria é uma das áreas em que os gestores estão mais centralizados, pois é o sector responsável por todo o controlo financeiro da empresa. Um bom controlo de gestão e de tesouraria permite, por exemplo, a tomada de decisão correcta para fazer um investimento ou um financiamento», nota Jaime Sousa.

Para Paulo Pereira, director comercial da Alvo, estamos a falar das aplicações que permitem ao gestor de uma empresa obter a informação de que necessita para fundamentar as suas tomadas de decisão. O director comercial e operacional da Alvo lembra que as empresas se deparam com maiores dificuldades na cobrança das suas facturas, bem como na obtenção de crédito, devido à actual conjuntura económica. «Assim sendo, as soluções de gestão de tesouraria e bancos tornam-se fundamentais para garantir o controlo das contas correntes de todas as entidades com as quais a empresa se relaciona, permitindo a criação de processos automáticos de tesouraria previsional.»

Por outro lado, as soluções que permitem controlar ao pormenor os orçamentos, bem como os contratos de fornecimento, também assumem uma importância vital. «Considerando que a gestão se deve tornar cada vez mais eficaz, é imperativo optimizar os processos da empresa desde a proposta comercial. Desta forma, salientamos a importância de soluções que permitam gerir o relacionamento com o cliente (CRM), principalmente se estiverem integradas com o ERP», defende o responsável da Alvo.

Numa era em que a competitividade é decisiva para o sucesso empresarial, a aposta na qualidade e na melhoria contínua da performance dos processos organizacionais deve ser encarada como uma prioridade para as organizações que procuram a excelência empresarial, defende Paulo Pereira. «Nesse sentido, as soluções de Quality & Process Management e Business Intelligence tornam-se ferramentas fundamentais para qualquer gestor de uma empresa, já que permitem analisar a organização tendo em conta um valor macro, ou indicadores mais pormenorizados, nas situações que possam requerer mais atenção.»

De um modo geral, as aplicações analíticas e de reporting estão na linha das prioridades das grandes empresas, lembra Teresa Gândara, business solutions director da Noesis. «Empresas que dispõem de bons sistemas transaccionais e de dados armazenados fiáveis têm uma importante mais-valia, desde que deles tirem partido. Daí a preocupação de disponibilizarem aos vários níveis de gestão ferramentas de fácil acesso a essa informação, de fácil customização e personalização da apresentação gráfica dos dados e de funcionalidade de pesquisa e exploração intuitiva da informação.»

O total controlo destas áreas, com informações em tempo real que permitam a tomada de decisões acertadas e uma boa gestão de tesouraria são sempre imprescindíveis, ganhando importância em épocas com ambientes económicos mais desfavoráveis, acrescenta Miguel Capelão. Além disso, a entrada em vigor da lei da certificação do software de fez com que a solução de facturação se tornasse numa grande prioridade.
SaaS e cloud contra on-premise
Se o enfoque relativamente ao tipo de soluções tem vindo a mudar, o mesmo acontece com os modelos de contratação, com o Software as a Service (SaaS) e a cloud computing a liderarem o processo.

Os anunciados benefícios que os dois novos conceitos encerram, em termos de diminuição dos custos e dos riscos associados à manutenção das soluções em parque informático próprio, transformam-nos em soluções de futuro. Nesta altura ainda parecem reservadas aos mais destemidos, na opinião da maioria dos players.

«Neste momento, estamos na fase denominada por early adopters como “curva de adopção das tecnologias”. Já temos alguns clientes a migrar para o modelo SaaS, mas só os mais destemidos enveredam por este caminho», considera Bruno Figueiredo, coordenador de Marketing da CIL, que acredita que até ao final do ano o modelo estará implementado na “early majority” dos clientes da empresa.

Paulo Pereira, da Alvo, também considera que o SaaS e a cloud representam o futuro e crê que a maior parte das soluções irá convergir para estes modelos. Neste momento, no entanto, julga que os decisores estão mais orientados para soluções standard do que para soluções à medida dos processos de negócio da empresa. «Por este motivo, a representatividade destes modelos no negócio da Alvo ainda é baixa, pois, grande parte do serviço passa pela adaptação do ERP às necessidades específicas da empresa.»

O cenário é idêntico na Alidata. A empresa acredita que o modelo virá a ser uma realidade a curto prazo, mas considera que há muitos negócios que nunca irão adoptar este tipo de solução. «Temos um grande conhecimento do mercado e sabemos que cada caso é um caso», explica Jaime Gomes. Embora a utilização das expressões SaaS e cloud seja comum, Francisco Lopes da Fonseca, administrador executivo da Mind Source, nota ainda alguma relutância por parte de algumas empresas em relação a evoluírem os seus sistemas core para este tipo de modelo de contratação.

«Apesar de termos já implementações destas disponíveis por nós e pelos nossos parceiros a funcionar nos nossos clientes, o volume de negócios ainda é bastante reduzido, bem como a receptividade dos principais responsáveis das organizações para esta questão», afirma o administrador da Mind Source, que considera que os modelos de negócio desenhados carecem ainda de uma maior agressividade no preço, «pois, em muitos casos ainda é mais caro no médio-prazo optar por alterar o ownership das aplicações».

A Primavera BSS Portugal tem uma experiência diferente para contar. Neste momento, a empresa conta com mais de 2100 clientes que usufruem directa ou indirectamente da sua cloud, e pretende reforçar a sua oferta com novas soluções de gestão e de colaboração ainda durante o segundo trimestre deste ano.

«Embora ainda exista alguma desconfiança quanto a estes modelos, a significativa redução de custos e a disponibilidade com a segurança das soluções em tempo real irão dinamizar a adopção destas soluções pelas empresas, qualquer que seja a sua dimensão», defende José Carlos Azevedo, country manager da Primavera Portugal.
Tendências a considerar
Além da cloud e do SaaS, outras tendências se avizinham na forma de as empresas se “relacionarem” com a sua solução de ERP. Carlos Marques, coordenador da área de consultoria de negócio da Quidgest, acredita que o futuro vai reforçar a necessidade de apostar nas áreas de business intelligence, nas plataformas colaborativas e na integração com dispositivos móveis, áreas em que a empresa já mantém actividade.

A par da tendência de desmaterialização das infra-estruturas, e da consolidação do conceito de cloud e tudo o que lhe está associado, Bruno Figueiredo, da CIL, também considera que as ferramentas de BI, com a sua capacidade para obter resultados analíticos da organização do cliente, a qualquer hora e em qualquer local, estarão em destaque entre os serviços disponibilizados pelos fornecedores de soluções.

Para Francisco Lopes da Fonseca, administrador executivo da Mind Source, vamos assistir a uma redução na utilização de aplicações desenvolvidas à medida para resolver um problema específico, «e isto faz com que não seja necessário ‘reinventar a roda’ na maioria das situações, tornando o tempo de adequação de uma plataforma ao negócio do cliente cada vez mais curto e mais focalizado no seu core business, e não apenas na tecnologia».

Este tipo de abordagem permite, segundo o responsável, que o factor diferenciador das empresas seja cada vez mais a sua capacidade de comercializar, gerir, administrar a sua marca e os seus produtos, e cada vez menos o ritmo e a agilidade a que a equipa de TI consegue responder às diferentes necessidades das áreas de negócio, pelas próprias limitações de custos que o negócio impõe para se manter competitivo.

Fonte: [http://www.semanainformatica.xl.pt]

18 de abr. de 2011

Como é feito o melhor queijo do mundo, o Gruyère suíço

15:40, 14 de abril de 2011 Haroldo Castro

A panela de esmalte vermelho apareceu sob ovações. Dentro, uma massa de queijo derretido exalava um aroma embriagante. Como a receita da fondue inclui vinho branco e como eu era um pirralho de sete anos, só tive autorização para comer dois pedacinhos de pão banhados nessa mistura mágica. Foi durante esse jantar nos Alpes que escutei a palavra Gruyère pela primeira vez. A partir daquele noite, para mim, passaram a existir muitos queijos, mas apenas um seria o soberano: o meu Gruyère.

O ancestral do Gruyère tem provavelmente 900 anos. A primeira menção de sua preparação na região data de 1115, quando Guilherme, o primeiro Conde de Gruyères (o nome do vilarejo leva um “s” no final), fundou um monastério em Rougemont para apoiar os camponeses na fabricação do produto local.

Vaca leiteira no pasto natural, ao pé do castelo de Gruyères e da torre da igreja.

Mas por que preparar queijo? Em uma época sem geladeiras, conservantes e Tetra Paks, como faziam os antigos europeus para que um alimento tão nutritivo como o leite pudesse ter uma vida mais longa? As frutas estão para a compota, assim como o leite está para o queijo. O queijo foi criado como uma “conserva” do leite, para evitar o desperdício de seus sais minerais e proteínas.

Com suas tradicionais bochechas rosadas, Joseph Doutaz parece ter bem menos de 80 anos de idade. Forte e bem disposto, ele aprendeu a fabricar esse manjar aos 16 anos, quando passou o verão em um chalé nas montanhas, ajudando o pai com seu rebanho. Isolados nas alturas e sem comercializar o leite diariamente, produziram dezenas de peças do Gruyère chamado Alpage.

Ele revelou alguns de seus segredos. “Para fazer um bom queijo, preciso de um leite de excelente qualidade, sem impurezas. As vacas devem comer bem – 120 quilos de pasto por dia – e beber 100 litros de água”, explicou Joseph. “Bem alimentado, cada animal pode produzir 25 litros de leite”.

Depois de fermentado, coalhado, cortado e elevado a uma temperatura de 56 graus C, cada 11,5 litros de leite se transforma em um quilo de Gruyère. “É o próprio queijo que decide quando ele está no ponto. O queijeiro precisa saber ouvir”, confessou Joseph, que nunca se distrai durante a preparação. “Podemos perder centenas de litros de leite por um instante de desatenção”.

O processo de fabricação do queijo na Casa do Gruyère é moderno e impecável. Quatro caldeirões de cobre, de 4.800 litros cada, geram diariamente centenas de peças redondas que poderão ser batizadas como Gruyère. Cada uma pesa 35 quilos. Os queijos passam seus primeiros três meses em um quarto a 14 graus C de temperatura. A cava de maturação da Casa do Gruyère pode albergar mais de 7.000 itens, cuidados por um robô. A máquina retira a peça, passa água salgada na crosta e a devolve à prateleira.

Em um dos quatro caldeirões de cobre da “Casa do Gruyère”, 4.800 litros de leite são transformados em centenas de queijos de 35 quilos. Apesar da alta tecnologia, os queijeiros sempre estão atentos ao ponto da massa.

Joseph Doutaz fez questão que eu entrasse com ele na câmara de maturação. Quando abriu a porta, um odor ácido – parecido com uma mistura de amoníaco e coalhada – penetrou pelas narinas. Ele riu da minha reação e foi direto às prateleiras onde os queijos atravessam o período de maturação. “Um Gruyère só é digno do nome quando passa por um mínimo de cinco meses de cura”, esclareceu o queijeiro. “Mas com mais de um ano de idade, seu sabor é ainda mais pronunciado”.

Encontramos nas prateleiras dezenas de Gruyère Alpage. “Eles são produzidos nas montanhas. No verão, quando o rebanho está nas pastagens de altura, ordenhamos as vacas e fazemos o queijo lá mesmo”, revelou Joseph. “O leite tem outro sabor, pois o gado consome grande quantidade de flores e ervas. Os perfumes de violetas, margaridas, trevos, castanhas ou nozes passam para o produto”. Como as peças devem ser transportadas a pé, elas são menores. “Pesam 20 quilos. Utilizamos um pássaro para transportá-los até o vilarejo mais próximo”, explicou Joseph.

Um pássaro? Imediatamente imaginei uma águia amestrada levando em suas garras as peças cilíndricas através dos céus alpinos. Joseph notou minha perplexidade e ignorância. “O pássaro é uma armação de madeira colocada nos ombros. Ela inclui uma plataforma redonda, apoiada sobre a cabeça, onde se empilha os queijos. Quando eu era jovem, conseguia descer das montanhas com quatro”.

O mestre queijeiro Joseph Doutaz, vestido com seu tradicional Bredzon, mostra a utilização do “pássaro”, utensílio de madeira para facilitar o transporte das peças de queijo desde as montanhas até o vilarejo abaixo.

Ao sair da cava de maturação, fomos direto à loja da Casa do Gruyère. Encantado, fui convidado a provar pedacinhos de queijos de diferentes idades. Todos deliciosos, mas quando degustei o Alpage, subi aos céus. Fechei os olhos e pude sentir as flores silvestres e o gostinho de fumaça dentro do chalé. Se eu comesse um pouco mais desta delícia, começaria a ouvir o barulho dos sinos que as vacas suíças levam ao pescoço.

Na Suíça, para usar uma etiqueta com o nome Gruyère, existe um incorruptível processo de pontuação.
A organização responsável é a Interprofession du Gruyère e Jean-Louis Andrey é seu mestre queijeiro. Ele avalia uma mostra representativa de toda a produção suíça de queijos Gruyère. “Já provei meio milhão de peças durante os últimos anos. É um trabalho de responsabilidade, pois decidimos quais serão os queijos vendidos ao consumidor e os que serão vetados”, esclareceu Jean-Louis.

E, afinal, o Gruyère possui buracos ou não? Jean-Louis Andrey foi categórico. “Os queijos com orifícios, mesmo se pequenos, são desqualificados. Para ser autêntico, ele não pode apresentar nenhuma abertura”.  Traduzindo, o Gruyère suíço não tem buracos! O resto é pura imitação.

Uma das cavas de maturação da “Casa do Gruyère”, onde os queijos passam seus primeiros três meses. Um robô retira a peça, passa água salgada na crosta e devolve o queijo à prateleira.

[Fonte: http://colunas.epoca.globo.com ]

13 de abr. de 2011

10 dilemas da segurança da informação

por [Vitor Cavalcanti | InformationWeek Brasil]

Falta de maturidade emperra melhorias na proteção dos dados e cenário tende a ficar mais complexo com incorporação de novas tecnologias

A segurança da informação (SI) ainda tem muito a evoluir nos mercados emergentes, especialmente no Brasil, onde a economia aponta para registrar forte desempenho e cada vez mais companhias de diversas nacionalidades se instalam por aqui. Com este dinamismo, empresas e profissionais precisam estar mais bem preparados, já que, sendo o País a bola da vez em diversas áreas, certamente cultivará a atenção de hackers, cibercriminosos e outros delatores interessados em faturar com o roubo de informações ou mesmo em prejudicar as corporações por meio de publicação de dados estratégicos ou manchando a imagem da firma, o que poderia custar alguns milhões de reais.

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Diversos estudos patrocinados por fornecedores de produtos de segurança da informação apontam para uma preocupação crescente com a área, mas especialistas ouvidos por InformationWeek Brasil para este especial dizem que ainda há um grande espaço para amadurecimento nas companhias instaladas no País, sobretudo as de origem nacional, uma vez que as multinacionais têm em seus DNAs a cultura das matrizes e, quando falamos de empresas norte-americanas e europeias, a preocupação com a proteção dos dados é muito maior. Resumindo, as brasileiras pensam bastante sobre o assunto, mas muitas não possuem estratégias e políticas formalmente desenhadas e implementadas.

O presidente da Isaca, Ricardo Castro, frisa que os desafios são os mesmos há dez anos. "Não mudaram, porque as empresas não chegaram à maturidade ideal. A tecnologia anda mais rapidamente e há um descompasso." Esta maturidade a que ele se refere está estritamente relacionada a processos, planejamento, conscientização e outras preocupações que compõem a lista dos dez dilemas elaborada a partir das opiniões de profissionais como ele, além de consultores e analistas da Deloitte, Daryus Strategic Risck Consulting e PricewaterhouseCoopers (PwC).

Só para ilustrar, o mais recente levantamento da Symantec sobre a preocupação com segurança entre executivos de TI na América Latina mostra que metade dos entrevistados prevê mudanças significativas na abordagem em SI. No Brasil, este porcentual foi de 61%. A pesquisa revela ainda que tecnologias como software como serviço (SaaS, da sigla em inglês) e virtualização de servidores e de endpoints causam dores de cabeça às equipes.

É fato que cuidar da segurança dos dados está cada vez mais complexo e não apenas pela sofisticação dos ataques online, mas pela mudança no perfil dos usuários, pelo crescimento na adoção de smartphones e outros dispositivos móveis e pela diversidade de sistemas operacionais que necessitam de suporte. Soma-se a isto um movimento não muito recente de adesão ao trabalho remoto, levando a segurança para muito além do perímetro da corporação.

Se você acha que isso vai custar muito, Edison Fontes, consultor em segurança e professor da Fiap, dispara: "custa a vontade de querer. É um custo compatível". E, como nada é simples como gostaríamos que fosse, Jeferson D"Addário, sócio da Daryus, coloca outro forte ingrediente na discussão: a necessidade de uma área de segurança trabalhando à parte da TI, sobretudo em empresas de grande porte, como parceira, e não totalmente subordinada e compartilhando orçamento.

Preparado? Confira a lista com dez dilemas que os especialistas mais têm se deparado dentro das companhias brasileiras:

- Planejamento do processo de segurança da informação

- Conscientização da alta administração

- Políticas e normas de segurança

- Conscientização do usuário

- Nuvem e virtualização

- Redes sociais

- Mobilidade

- Recuperação de desastres e redundância

- Data loss prevention (DLP)

- Gestão de incidentes

 

[Fonte: http://www.itweb.com.br]

Soluções de TI que dinamizam sector de construção e obras públicas


De Fátima Caçador / Casa dos Bits
Semana nº 1017 de 8 a 14 de Abril de 2011

Controlar melhor os custos e os projectos em tempo real é um dos desafios que o sector da construção e das obras públicas enfrenta, e as tecnologias da informação podem dar um contributo significativo
A dispersão geográfica do negócio das empresas de construção e obras públicas, a multiplicação de estaleiros e rotatividade de colaboradores são desafios de especial complexidade para uma gestão sustentável das empresas, questões que se agravam significativamente com a actual conjuntura económica e a necessidade imperiosa de controlar de forma eficaz orçamentos e prazos de entrega, reduzindo custos.

A realidade é bem conhecida das empresas de tecnologias da informação e comunicação, que nos últimos anos têm vindo a ajustar a sua oferta para ajudar o sector a melhorar o seu desempenho e a apetrechar-se com soluções tecnológicas que permitam optimizar o negócio. Em muito casos a resposta passa por soluções de software verticalizado, sobretudo na área de ERP e software de gestão, adaptando-se à realidade específica do sector, o qual continua a ter um peso significativo na economia portuguesa, quer em termos de volume de negócio, quer como gerador de emprego.

Porém, a conjuntura económica apresenta-se particularmente desfavorável para o sector da construção e obras públicas. Os dados da Federação Portuguesa da Indústria (FEPICOP) mostram que nos últimos três anos a redução do investimento público e privado tem sido penalizadora para esta actividade, levando ao desemprego de mais de 70 mil pessoas. E as perspectivas para 2011 não são positivas, uma vez que se prevê uma redução do PIB e dos programas de contenção de despesa pública.

Perante este cenário, as tecnológicas estão a posicionar-se para ajudarem as empresas de construção e obras públicas a atravessar a actual conjuntura. O principal enfoque está centrado na melhoria do desempenho, no controlo de custos e projectos em tempo real e também na integração dos processos numa plataforma única.

«Com a diminuição do investimento do Estado em obras públicas, devido à actual crise económica e financeira, a dificuldade por parte das construtoras em garantir a adjudicação de obras aumentou. Não só porque há menos obras colocadas em concursos públicos, mas também porque a concorrência às mesmas é intensa e o tempo que o Estado demora a pagá-las é tendencialmente longo», refere Luiz Muraro Neto, CEO da Totvs. Estas condições obrigam a saber gerir melhor, a apresentar preços mais baixos com margens de lucro exequíveis, a detectar e corrigir rapidamente derrapagens na execução de orçamentos e a controlar custos continuamente.

Céu Mendonça, manager da unidade de negócios de PME na Sage Portugal, acredita que as soluções verticais têm um contributo importante a dar na melhoria da performance do sector. «As empresas já cobriram todas as necessidades de âmbito transversal e estão agora na altura de tratarem com outro detalhe as áreas específicas. Principalmente quando vivemos ciclos económicos menos positivos, em que se impõem estilos de gestão mais exigentes. Sem informação de suporte, o processo de tomada de decisão é puramente empírico», lembra esta responsável.

A estratégia da Primavera Business Software Solutions passa precisamente por tornar a oferta mais abrangente, cobrindo as diferentes necessidades das empresas, desde os simples processos de backoffice aos processos críticos de negócio, no que concerne à Gestão de Obras e à Gestão e Manutenção de Equipamentos, como explica Luís Cadillon, responsável pela área de Soluções Verticais da PRIMAVERA BSS. A aposta é também na maior sofisticação e mobilidade, tornando mais eficientes os processos e a integração dos dados.


Maturidade desejada
À semelhança do que acontece noutros sectores de actividade, a diversidade de dimensão e organização das empresas é determinante nos níveis de adopção das tecnologias da informação. Se os grandes players do sector dependem das ferramentas de gestão e colaboração, beneficiando da vantagem competitiva, as de menor dimensão – e sobretudo as PME – estão longe do nível de informatização desejável.

Miguel Capelão, administrador da PHC Software, ajuda a traçar o retrato. «Este sector amadureceu muito nos últimos anos com o desenvolvimento tecnológico das soluções, o que levou as empresas a ficarem realmente muito mais receptivas a estas tecnologias; passaram a encará-las como uma vantagem real para optimizarem o seu desempenho», explica.

Mas uma das barreiras a uma maior especialização provém da dificuldade de obtenção de financiamento para os projectos e reformulações tecnológicas. «Penso que é um tema que terá de ser acompanhado de perto pelas entidades financiadoras, que vão continuar a desempenhar um papel fundamental no mercado tecnológico. As empresas continuam a acreditar nas tecnologias de informação, mas precisam de apoio financeiro para concretizar os investimentos», salienta Miguel Capelão.

Fora do âmbito estrito do software de gestão, as soluções de BIM – Modelo de Informação da Construção têm também um papel cada vez mais relevante na optimização das contas de exploração das empresas de engenharia através da melhoria da produtividade, papel esse que se reflecte em ganhos de competitividade. «Sabendo que 40% a 50% dos sobrecustos de construção têm origem em erros de projecto e na sincronização de versões dos desenhos entre os vários parceiros de projecto, é do conhecimento geral que a adopção destas tecnologias apresenta um ROI muito mais atractivo do que em relação a outras», lembra Jorge Horta, country manager da Autodesk em Portugal.

A actual crise tem sido por isso um factor de impulso à adesão destas soluções, como reconhece este responsável, contribuindo para uma crescente maturidade de algumas empresas do sector no domínio do BIM, que, curiosamente, é mais perceptível nas maiores empresas e nas mais pequenas. «Infelizmente muitas das empresas de dimensão média não têm tido a facilidade e a flexibilidade para introduzirem as mudanças necessárias», admite.

Estímulos externos
No início a resistência a soluções de gestão poderá até ter sido maior do que aconteceu noutros sectores. Mas a necessidade de as empresas se manterem competitivas e a existência de alguns estímulos externos têm servido de factores de dinamização, nomeadamente, para a internacionalização dos negócios, como explica Paulo Coelho, director de soluções e desenvolvimento de negócio da SAP. «As empresas de construção civil e obras públicas têm vindo a responder à desaceleração do mercado nacional, actuando essencialmente em três grandes níveis: reforço da internacionalização; diversificação para novos negócios (concessões de transportes, ambiente e serviços); e aumento da eficiência operacional através da racionalização e consolidação de recursos.» As soluções multiplataforma e multimoeda da companhia e o seu know-how no aumento de eficiência operacional e racionalização e consolidação de recursos têm sido estratégicos para vários parceiros, assim como a capacidade de apoio na diversificação do negócio para áreas anexas à engenharia.

O caminho é traçado por outras empresas do sector, como a Primavera, e em alguns casos o apoio à internacionalização leva até a parcerias que se estendem fora do país, o que aconteceu com a Ábaco Consultores, que abriu recentemente uma subsidiária no Brasil. Esta aposta está a dar «resultados francamente positivos após o primeiro ano», como adianta Fernando Lopes, director geral da empresa.

O trabalho com a Administração Pública é apontado também por Paulo Pereira, director comercial e operacional da Alvo, como um factor de estímulo da crescente maturidade do sector. A implementação do portal de compras públicas levou a que as empresas de construção tivessem de se adaptar e de ajustar os seus processos a esta realidade, o que implicou, «em grande parte dos casos, um investimento adicional relevante em TI». No caso da solução específica que a Alvo tem para este sector – denominada  GOA –, essa ligação ao portal das compras públicas já está assegurada, o que facilita o processo de adaptação, garante.

Informação em tempo real
A par dos sistemas de gestão as áreas de business intelligence e EPM estão igualmente a ganhar lugar entre as soluções relevantes para este sector de actividade, nomeadamente nas áreas de análise agregada de performance e consolidação de contas. É nesta área que se posiciona a BOND, a empresa que recentemente adquiriu a Actis. Carlos Cardoso, vice-presidente de Business Intelligence, afirma que a dispersão de negócio da maioria dos grupos económicos associados às construtoras é um dos factores que impulsionam esta adopção de soluções na área de BI, que acontece normalmente nas empresas que já têm os sistemas de informação de gestão estabilizados, e que equacionam por isso a implementação de soluções analíticas e de planeamento orçamental.

Paulo Coelho, director de soluções e desenvolvimento de negócio da SAP, reconhece que são  sobretudo as estratégias de reforço da internacionalização e a diversificação para novos negócios que estão a dinamizar o investimento em ferramentas de business intelligence, como forma de obter informação que suporte a tomada de decisão, uma tendência que deverá acelerar nos próximos anos. «Esta é claramente uma área onde as principais construtoras portuguesas estão já num patamar equivalente ao que de melhor se faz a nível internacional», sublinha, embora seja ainda necessário evoluir para reforço de ferramentas de suporte a processos de orçamentação, planeamento, controlo e consolidação, e na capacidade de controlar em tempo real margens, custos e rentabilidades, por linha de negócio e geografia.

Os desafios de evolução das empresas do sector colocam-se sobretudo no campo das melhorias operacionais, nomeadamente em relação à mobilidade, devido à crescente disponibilização das plataformas nos estaleiros das obras e à dificuldade de gestão remota das obras. Grande parte da actividade da empresa é desenvolvida fora do escritório, pelo que há necessidade de manter a comunicação e aumentar a rapidez de decisão. Cada vez mais, os colaboradores das empresas precisam de usar em campo os dispositivos móveis para confirmarem a recepção de material ou para acederem a informação sobre o desempenho do negócio. 

«A chave do negócio é claramente ter informação em tempo real e optimização de custos», lembra Pedro Araújo, director comercial da Hydra, referindo a clara aposta existente na mobilidade e na capacidade de controlo de equipamentos e recursos, com recurso ao uso de, por exemplo, soluções de RFID.

A manutenção dos níveis de investimento é outro dos elementos fundamentais na actual conjuntura económica, por isso os modelos de software as a service e de cloud computing começam a ganhar peso, fazendo já parte da oferta dos principais players do sector, mesmo que a adesão dos clientes seja ainda tímida.


Compras cada vez mais online

Ao contrário de outras áreas dos sistemas de informação, a adesão do sector de construção e obras Públicas às plataformas de compras online acabou por ser bastante rápida, até pelo incentivo do Estado, que com a implementação do portal de Compras Públicas obrigou as empresas a acelerarem os seus processos tecnológicos sob o risco de perderem oportunidades de negócio.

Embora no mercado privado não existam leis a regulamentar a utilização das plataformas electrónicas, foi a adesão das grandes empresas do sector o principal elemento de dinâmica, que ajudou a colocar Portugal numa posição de liderança nesta área.

A Construlink e a econstroi, da Vortal, são actualmente as duas principais plataformas electrónicas para o sector de construção e concentram grande parte das adjudicações de obras do sector privado e público. «Em 2010 passaram por plataformas electrónicas em Portugal cerca de 8 mil milhões de euros, o que representa cerca de 75% da contratação pública, sendo que destes 8 mil milhões 80% dizem respeito a empreitadas de obras públicas», explica Rui Ramos, director do econstroi Market. Este portal conta com duas centenas de empresas compradoras, 6000 milhões de euros em adjudicações, 360 mil consultas e mais de um milhão de propostas apresentadas.

Algumas empresas destacam-se pela sua actividade, nomeadamente a Mota-Engil, a Opway, a MSF e a Monteadriano. Mas a média de utilização das compras no total de empreiteiros que integram o econstroi é mais baixa, embora ultrapasse os 50%.

Pedro Paulo, CEO da Construlink, admite que tendencialmente são as grandes e médias empresas que mais aderem às soluções apresentadas por este portal. «As empresas estão conscientes de que num mercado cada vez mais competitivo as soluções tecnológicas podem ser mais-valias para o negócio nomeadamente a redução de custos, e o aumento da eficiência e a eficácia», refere, acrescentando que há uma procura crescente de ferramentas de controlo e análise e de optimização de recursos, compras e poupança financeira.

A resistência à mudança é ainda um dos principais entraves a um maior alargamento destas soluções, como admite Rui Ramos. «O grande desafio das empresas de construção será consciencializarem-se de que ou se adaptam às novas formas de comunicação, às novas forma de fazer negócio, ou, muito provavelmente, num mercado tão competitivo em que vivemos, e na construção em particular, o seu futuro pode estar hipotecado».

Apesar do cenário económico, a perspectiva é positiva. «Neste momento existem todas as condições para que o crescimento da utilização de plataformas electrónicas no sector de construção e noutros possa crescer», garante Rui Ramos. Em 2010 registou-se um contínuo e importante aparecimento de novas relações de negócio no econstroi e a taxa de adjudicação a novos fornecedores atingiu 45%, uma das melhores taxas de sempre. Este resultado «deriva da necessidade de diversificação de quem compra e sobretudo da utilização de ferramentas que possibilitem fazer de forma automatizada o trabalho de prospecção das empresas compradoras». Além disso, abre boas perspectivas a quem está a entrar nestes sistemas


Evolução em 3D

A geração de modelos digitais 3D, incluindo a completa descrição dos materiais e das fases da construção, bem como o posicionamento detalhado no terreno, em relação a outras construções e à exposição solar, estão entre os factores de maior transformação do software de CAD nos últimos anos, que há muito deixou de se limitar à produção de desenhos.

«Esta mudança para os Modelos foi crítica para abrir o caminho à execução de muitas mais simulações e análises em fase de projecto, comparativamente às que se vinham fazendo no passado», explica Jorge Horta, country manager da Autodesk em Portugal. O software passou a poder simular muito mais alternativas, permitindo uma visão rápida de cada uma delas e tornando mais simples e baratas as alterações, ainda em projecto.

A visualização em 3D trouxe também mudanças na capacidade de “vender” os projectos. «A visualização 3D, além de apoiar a comunicação da qualidade do projectista e da obra final, tem sobretudo um papel crítico na ajuda ao utilizador na compreensão, sem sombra de dúvidas, do que é que vai comprar», adianta o mesmo responsável, lembrando que desta forma se limita também o nível de conflitos e as alterações em estágios mais avançados da produção.

«Estas tecnologias 3D permitem também apoiar a planificação e o controlo durante a evolução da obra», refere, lembrando que a tecnologia pode detectar automaticamente atravancamentos e interferências em fases onde as alterações têm menos custos.

 

[Fonte: http://www.semanainformatica.xl.pt]

10 de abr. de 2011

Temos que valorizar nossos HERÓIS!

Acho que não devemos ficar todo tempo falando do bandido e sim dos Heróis, como este na tragédia do Rio de Janeiro:

herois_doriodejaneiro

Cabo FELICIANO e Sargento MÁRCIO ALVES

2 de abr. de 2011

Venha se casar no Brasil: turismo matrimonial em alta em Paraty

 

12:46, 31 de março de 2011 Haroldo

Há dez anos, uma amiga norte-americana que trabalhava comigo em Washington, DC, decidiu que queria se casar em Florença. Seu noivo, apesar de não ter nenhuma gota de sangue italiano, abraçou o plano – afinal, quem vai discordar da noiva? Eles alugaram uma belíssima villa na área rural onde poderiam hospedar 30 pessoas e mandaram convites para parentes e amigos mais íntimos. O casal de noivos e suas respectivas famílias cobriram os custos dos jantares, dos passeios e das festas. Os participantes pagaram sua parte na casa e os bilhetes aéreos. O casamento foi um sucesso e todos os convidados adoraram a semana na Itália, bebendo deliciosos vinhos e celebrando a alegria do jovem casal. O sonho dos noivos – um casamento romântico – foi plenamente realizado!

Por seu charme, sua cultura e sua cozinha, a Itália é o país que mais recebe casais de outras nacionalidades com a intenção de formalizarem seus casamentos. O turismo matrimonial – não apenas a lua de mel, mas também a realização do próprio evento – parece crescer até mesmo no nosso país. “Há alguns anos eram raros os estrangeiros que buscavam o Brasil como local para o casamento”, diz Milena Moraes, produtora de eventos. “Hoje, recebo um número cada vez maior de pedidos de norte-americanos e de europeus.”

O casal francês Stephanie Morane e Thibaut Roux, ambos de 31 anos, escolheu Paraty como cenário para o mais belo dia de suas vidas. “Quando eu tinha 12 anos de idade, fui a Paraty com primos que moram no Rio. Fiquei encantada com o lugar e, naquele mesmo dia, decidi que iria me casar na cidade colonial”, diz Stephanie. “Quando eu trouxe Thibaut, antes de casar, ele também ficou maravilhado com a cidade.”

As ruas empedradas e as casas coloniais criam um ambiente romântico em Paraty, perfeito para o dia das núpcias.

A Capela de Nossa Senhora das Dores é a preferida para os casamentos de estrangeiros em Paraty.

Bem mais difícil foi convencer o pai do noivo. O sogro de Stephanie, Maxime Roux, usou diversas estratégias para que o evento fosse realizado em território francês, seja em Paris, onde moram os noivos, ou em um elegante ambiente rural. Mas sonho de adolescente é difícil de ser modificado e os jovens venceram a parada. “Na França teria sido bem diferente. Mas agora estou feliz com a decisão que Thibaut e Stephanie tomaram”, diz o pai do noivo, com uma caipirinha nas mãos, durante a recepção. “Meus amigos adoraram a ideia!”

Após negociar uma tarifa especial com a Air France, os jovens passaram a juntar o rebanho e a vender a ideia que os convidados não iriam a um casamento apenas, mas sim a uma viagem de férias, enfeitada com várias festas. “Queríamos que nossos amigos íntimos e nossos parentes mais próximos estivessem presentes”, afirma Thibaut. “E conseguimos, pois trouxemos mais de 90 pessoas da França e de vários cantos do mundo.” Os amigos conseguiram pedir uma semana de férias e passaram quatro dias no Rio de Janeiro e três em Paraty. Já os mais velhos, muitos deles aposentados, resolveram aproveitar a ocasião para conhecer as Cataratas do Iguaçu, Salvador e até Manaus. Todos ficaram, pelo menos, duas semanas.

Em Paraty, Stephanie e Thibaut se casaram na capela da Nossa Senhora das Dores, aquela reservada, nos tempos coloniais, às mulheres. A capela, com assentos para apenas 56 pessoas, foi pequena para os 110 convidados, 90 de fora e 20 brasileiros. A segunda metade que não se sentou, acabou ficando de pé ou se espalhando pelo coro e pelas sacadas do primeiro andar. O sacerdote francês João Bosco, no Brasil há quatro décadas, rezou a missa no idioma nativo dos noivos e aceitou as pequenas modificações solicitadas pelo jovem casal. “Normalmente, não incluímos a comunhão na cerimônia do casamento, mas esta é a tradição na França”, diz o padre.

O casal francês se ajoelha frente ao altar da Capela da Nossa Senhora das Dores: um sonho de adolescente se torna realidade.

Os noivos saem da capela e recebem punhados de grãos de arroz.

Para os europeus, um dos pontos altos da viagem ao Brasil foi o passeio de barco no dia seguinte à cerimônia. Stephanie contratou 14 barquinhos que formaram uma procissão marítima que levou os  convidados a passar o dia na Praia Vermelha. No meio do caminho, para agradecer Iemanjá, todos os participantes – vestidos de brancos – jogaram uma rosa branca ao mar. Stephanie também conseguiu que o sol não parasse de brilhar durante os três dias que estavam em Paraty. “Segui os conselhos de uma amiga brasileira e fiz uma oferenda de ovos para Santa Clara. Deu super certo”, diz ela.

Saída para o passeio marítimo que levou os estrangeiros (e os parentes brasileiros da noiva) até a Praia Vermelha de Paraty. Ao fundo, a igreja de Santa Rita.

A produtora do evento estima que o grupo de 90 estrangeiros movimentou, entre festas, transporte e hospedagem cerca de 600 mil reais. Paraty, Búzios, Ilha Bela, Angra dos Reis, Ouro Preto e outras cidades charmosas brasileiras possuem hoje um trunfo importante em suas mãos e, mesmo sem a arte e os vinhos italianos, podem seguir o exemplo da Toscana. Basta investir no charme e no amor!

[Fonte: http://colunas.epoca.globo.com ]