Marcelo Bernstein
A banda larga móvel no Brasil registrou um crescimento de 138% em 2010, o que ficou bem acima da taxa registrada pela banda larga fixa - que aumentou apenas 21%, de acordo com os dados da pesquisa "Balanço da Banda Larga", realizado pela empresa de infraestrutura de rede Huawei, em parceria com a consultoria Teleco.
De acordo com a pesquisa, em relação à média mundial, o creescimento no Brasil foi bem maior. Em 2010, a banda móvel cresceu 33,7% (940 milhões de acessos); e a fixa, 17,8% (555 milhões), aponta o levantamento.
A diferença entre acessos móveis e fixos foi ampliada no País, como mostra o estudo. A banda móvel, que tinha ultrapassado a fixa no começo do ano passado, terminou o ano com 20,6 milhões de acessos, contra 13,8 milhões de fixos. No primeiro trimestre de 2011, esses números foram, respectivamente, de 24,4 milhões contra 14,5 milhões. A projeção da empresa para o final deste ano é que o país tenha 32 milhões de acessos em banda móvel e 17 milhões em fixa.
Segundo a pesquisa, o primeiro trimestre de 2011 terminou com 22,9 milhões de acessos de banda larga móvel via terminais 3G, e 1,5 milhão via terminais não-3G (mas aceitos segundo a definição da Anatel adotada no estudo, que considera velocidades acima de 256 Kbps como banda larga móvel). Entre os 3G, foram 18,1 milhões de smartphones e 4,8 milhões de modems.
Entre as operadoras, a liderança ficou com a Claro, com 7,7 milhões de terminais 3G no primeiro trimestre. Em segundo, a Vivo, com 5,3 milhões, seguida pela TIM, com 4,5 milhões. A Oi tem apenas 600 mil. No entanto, segundo Eduardo Tude, presidente da Teleco, esses números podem estar subestimados por diferenças de critérios. "Até 2009, por exemplo, a Claro não contava os pré-pagos. Não creio que a Oi tenha tão poucos", argumenta.
Na parte dos terminais de dados, o primeira lugar fica com a Vivo, com 2,6 milhões, seguida por TIM, com 1,8 milhão e Claro, com 1,5 milhão. A Oi tem 400 mil.
Em relação à tecnologia mais usada, a pesquisa mostras que o 3G vem tomando o espaço do GSM, mais lento. Esse padrão de dados está presente em 7,5% dos celulares (era 1,4% em 2008), contra 86,8% do GSM (89% em 2008). Com isso, a média de aparelhos 3G, no Brasil, sobre o total de telefones é de 9,3% atualmente, ainda abaixo da taxa mundial, de 15,1%.
Na banda fixa, a liderança fica com a Oi, com 4,4 milhões de acessos, seguida pela NET, com 3,5 milhões, Telefonica, com 3,3 milhões e GVT, 1,1 milhão. A densidade está na casa de 7,1 acessos por grupo de 100 habitantes, abaixo da média mundial de 8 acessos.
Outro ponto em que o Brasil está bem atrás é na participação dos acessos com fibra óptica (FTTH) - apenas 0,1% das conexões usa essa tecnologia, a mais moderna. Nos países desenvolvidos, essa média é de 12%, com destaque para Japão (55%) e Coréia (52%). O Brasil não chega perto nem da Irlanda, Alemanha, Finlândia e Suíça, países onde a fibra tem participação de apenas 1%.
[Fonte: http://tecnicoamigo.com.br ]